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Lembro-me...

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Lembro-me ainda, das palavras fortes, cheias de ódio, que nos largámos a ambos e da tua fraqueza quando saíste pela porta de onde nunca mais te voltarei a ver entrar. Lembro-me de como chovia, dos trovões que se sucediam aos relâmpagos que iluminavam tudo à sua volta, até mesmo a nós, dois seres tão feridos, que nem o amor que carregáramos antes conseguia sossegar a tempestade interior.

Permitimos que se acumulassem culpas, que o tempo nos empurrasse para vários amanhãs, nos quais deveríamos ter sido capazes de falar sobre o que nos doía. Permitimos que falhássemos ambos, na nossa promessa de nos contarmos tudo e de nunca adiarmos o que só acabaria a crescer de forma descontrolada. Permitimos que num único momento, que eu nunca mais esquecerei, nos afastássemos um do outro e desistíssemos do que mais ninguém tinha e que tanto nos custara a criar.

Foi num dia assim que nos conhecemos, mas dessa vez a chuva abrigou-nos o interior que estava demasiado atormentado para sentir a tormenta l…

Como é que fazes?

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Como é que fazes? Como passas para os outros o que já completaste, a forma como tens vivido, os teus sonhos, as conquistas e as derrotas? Será que pensas em te perpetuar e em ficar para que te recordem e sintam a falta? Como é que fazes para manter os que importam, e será que os cuidas, o bastante, para que precisem de precisar de ti, do que és e como és para cada um?

Em que momento da nossa vida começamos a pensar no que ficará para depois de nós, para quando já não estivermos aqui? Não sei se chega com a idade, ou tão simplesmente com a vontade de não acabar quando acaba o corpo, a matéria, e apenas restarem as histórias, o que deixámos, o quanto mudámos vidas, ou tão simplesmente quem amámos.

Não passo os meus dias a pensar no que deixarei, meu, mas tudo muda quando penso nos meus filhos e em como preciso que me vejam quando já não estiver entre eles, mas lhes tiver deixado, TUDO, o que necessitarão para saberem que foi de mim, comigo e por eles que os cuidei como só eu podia, e qu…

Nada melhor do que os balanços!

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São tantas as voltas e reviravoltas que damos diariamente, que por vezes nos esquecemos de nos analisar. Nada melhor do que os balanços para que possamos ver o que construímos ou destruímos enquanto caminhávamos. De cada vez que perdemos uns quantos segundos a olhar para todos os outros que consumimos, ou perdemos, entendemos com clareza o que estamos a fazer por aqui.

Temos que reservar uns momentos no dia para nos restabelecermos e repensarmos. Temos que ser capazes de corrigir rotas mal calculadas, ou de simplesmente continuar em frente com enormes certezas. Temos que estender aos outros algum do sentimento que tanta falta nos faz, para que vá sobrando o que armazenaremos para momentos menos claros.

Nada melhor do que os balanços, para que as respostas às inúmeras perguntas possam ser dadas. Nada melhor do que alguma humildade, para interrompermos o fluxo de solidão que arrisca instalar-se, se não nos soubermos travar. Nada melhor do que querermos ser melhores, para que o consigamo…

Consistência para que te quero?

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Agarrei-me sempre, com unhas e dentes, à explicação de que tudo o que fazia teria que ter consistência e tinha-a realmente. Sempre tive determinação na forma de olhar as coisas e as pessoas, mas acabei finalmente a perceber que posso mudar e que o que foi ontem, hoje já poderá ter novo formato e cor. Já aceito que se as luzes se acendem no final de cada dia, é para que possa continuar a ver, mas com novos contornos, com o conforto de ter conseguido sobreviver a mais um e de ainda estar pronta a continuar!

Ser consistente, exige-se sobretudo na forma de querer quem nos quer, de amar quem desejamos, de cuidar de quem nos muda e nos faz olhar para tudo o que afinal sempre esteve à nossa volta. Mas há que mudar o tom e o volume da consistência quando com ela vier a dor, a mágoa, sempre que os minutos se arrastarem pesados e nos roubarem a energia, os risos e a vida tal como a conhecemos.

Afinal também posso ser volátil, e em nome do que me fizer bem, posso reavaliar e decidir que quero as…

E se eu precisasse de ti agora?

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E se eu precisasse de ti agoraE se o teu número fosse o único que eu quisesse marcar?

Pensamos demasiado. Avaliamos tanto e apenas para nos convencermos a não fazer o que nos faria falta. Eu sei que me acontecia imensas vezes e a qualquer hora do dia pensar em ti e querer ligar-te, mas não o fiz, não podia ndm teria como.

Por vezes basta uma música e tudo volta. As memórias de tempos em que estávamos tão dentro um do outro, que quase arrisco dizer que mais nada aconteceu, e que até as guerras de que padece o mundo pararam. Por vezes fico para aqui a pensar se te recordas de mim, ou se já te sossegaste, enquanto me desassossego eu.

Fiquei com vontade de ti. Das nossas longas conversas. Das tuas indecisões. Do amor que dizias sentir por outra mulher e que não conseguias calar, enquanto deste lado eu me arrepiava com o medo de te querer tanto que acabasse assim, a necessitar de uma droga que me magoava, mas sem a qual não saberia viver.

Já não escrevia sobre ti há muito, mas hoje, do …