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Quem te segura a mão?


|| Pinterest: Isabarvalho || não autoral

Será que estamos a criar relações que nos permitam vir a ter algum colo no futuro?

Quando a vida nos prega truques, quando as relações terminam, as doenças nos espreitam, quando tudo parece ficar do avesso, até a nossa capacidade de resistir, será que teremos quem nos segure a mão, quem nos dê colo e nos acaricie os cabelos?

Vivemos demasiado à pressa, não cuidando e não cimentando relações. Vivemos sem saber para onde estamos a caminhar quando a velhice espreitar, quando os passos já não forem tão firmes. Muito para cá desse tempo que espero sinceramente ainda viver, quero poder vivenciar um novo percurso. Gostaria de saber e de sentir, que terei alguém ao meu lado e que sempre que me apetecer chorar, rir, gargalhar, ou apenas ficar em silêncio, terei uma amiga, ou amigas, do meu lado. Amigas que me conheçam o bastante para saber o que estou a pensar, o que me deixa animada e o que preciso de ouvir. Cuidem das vossas, não as afastem, defendam-nas, desculpem-nas, sejam alguém que também estará lá, para elas, sempre, porque as boas amigas são as que nos irão dar a mão, quando dela precisarmos!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

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Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

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