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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2014

Sexo ou amor?

Como e quando se escolhe e determina qual é qual? O que precisamos afinal para estarmos bem, para termos no corpo as sensações que o renovam e na alma a tranquilidade para separar um do outro?

Tantas perguntas, dúvidas, sensações de nada saber e de por vezes, se não sempre, querer apenas poder sentir, sem ser cobrada ou julgada, libertando-me do que me impede de me ter na totalidade, de me esgotar no que o meu corpo me implora para ter e fazer.
Se a "cura" passasse por me aceitar, por entender que posso e tenho o direito de escolher, então eu teria um e outro, ao mesmo tempo e em momentos distintos, contigo e sem ti, mas sempre com o meu corpo no comando, com a pele como seda, tal como fica quando o que sinto por dentro já não aguenta ou se contém mais.
Fazer sexo contigo é amar-te como és, quando me deixas tão mulher que me assusto por tudo o que consigo ainda sentir. Amar-te é poder ter o sexo que me transporta para o corpo que me conhece, reconhece, que se enrosca no meu…

Speed...

Vou tentar passar-vos a velocidade que me acompanha hoje e permitir-vos saborear a minha adrenalina!



Os meus movimentos estão em high motion, não se descoordenam nem se atropelam, mas não conseguem desacelerar. Dei-me corda logo pela manhã, estive ligada a alta voltagem, o meu dia correu, galgou e superou os meus timings, fiz um milhão de coisas e acertei outros tantas que já estão a caminho, na cabeça, na minha programação diária, já sei o que vou fazer a partir do segundo que o despertador tocar, mal ele me grite, porque é literalmente isso que faz, aí vou eu a decidir ainda no carro, depois de ter cuidado de 3 filhos que me sugam a outra botija de oxigénio (que só pode vir misturada com hidrogéneo, dado o efeito) de um duche do qual quando saio, nem me lembro com que perna entrei. A roupa já foi escolhida de véspera e até os aneis estão em local estratégico, ahhh e não esquecer a gata que tal qual o despertador já me desesperou com tanto miar, é que eu até já não tinha nada com que…

Lágrimas...

Que rolam teimosas, que não consigo suster, apenas por me recordar da primeira vez em que vi e me encontrei com o teu olhar...


Julguei que já não existisse mais amor para sentir, outro amor para receber num coração que me deixava, aparentemente, completa, mas a primeira vez que te senti,  tão perto de mim, deixando que tudo o resto não importasse, que o mundo se esfumasse e o que eu era antes não importasse mais, tudo iria passar a girar em torno de ti, contigo, numa constante vontade de te ter tido, de ter lutado pelo que eu entendia ser o mais certo, o possível, o que me iria trazer de volta a mim, como eu já fora antes, bem antes de me teres mudado. 
A terra passou a girar ao contrário, o chão ficou inseguro, os meus passos arrastavam-se agora, sempre que o destino não era para te olhar, para tentar encontrar a segurança de te gritar que és tu sim, mesmo que duvidasses por me quereres tanto também. Eu senti o teu coração e estava tão perto do meu, batia ao mesmo ritmo e sempre que…

Papeis...

Isto de representar parte do tempo, de ter papeis definidos tal qual uma actriz e usá-los para cada situação, pessoa, olhar e sentimento, nem sempre é fácil. Procurar os teus braços deixou de ser opção, por isso resta-me o ajuste a mim mesma, esperando que pelo menos eu permaneça e não deseje fugir, de cada vez que for difícil, sempre que me apeteça encolher-me e deixar-me quieta...
Será que se te tivesse mostrado o teu papel o terias desempenhado com convicção, que irias entender o que esperava de ti, porque nos encontrámos mas acabámos em dimensões diferentes? Se te pudesse tocar acho que o saberia, porque quase que tivemos tudo, quase que conseguiste fazer com que a vida valesse a pena ser vivida.
Eu acho que sabes que nunca mais voltarás a amar desta forma, mas baralhaste as falas, mantiveste o teu coração seguro e continuaste no percurso que conhecias.
Eu vou manter-me fiel a este papel, agora, até que entre um novo actor e o argumento se altere!

Quando acordo do sonho...

Como se sabe onde e quando terminou o que julgávamos ser real?
Adormecer ao teu lado e acordar sentindo o teu respirar, o teu abraço que me envolve e no qual me aninho para me saber protegida, ter os teus beijos que nunca se cansam da minha boca que também se mantém ansiosa da tua, olhar-te até que os meus olhos se embaciem e procure ver-te tão dentro que te consiga reconhecer para além deste tempo, lugar e mundo.
Sei como te moves, a covinha que se forma quando sorris, que tom adquire a tua voz quando te enlouqueço, por me quereres proteger até de mim.  Sei o quanto esperaste por mim e o que estavas disposto a fazer para me manteres por perto.
Se me amas? Não duvido e nunca foi preciso que o dissesses para que tivesse a certeza, mas hoje, sempre que acordo dos sonhos onde permaneces e dos quais já não podes sair mais, acabo vazia, relutante, a odiar-me por não conseguir dormir sempre, para sempre, porque agora só te consigo ter assim.
Quando acordo do sonho que retomo noite após noi…

Pois, lá terá que ser!

Impõe-se falar do amor hoje, até para mim que o trago sempre preso ao que sou e não sou nada se não o tiver!

Amo tudo o que me rodeia, as pessoas que entram e vão ficando, de uma forma ou de outra, em partes de mim. Cabem todas, tenho lugares cativos para cada uma, consigo encontrar-lhes desejos, sonhos, estados de alma. São diferentes e iguais, esperam o mesmo, não por dias do amor, mas por amores que lhes preencham os dias, que lhes digam a cada sopro, sentimento, vontade, que as amarão sempre, até quando mentem, mas mentir é permitido se fizer o outro feliz.

Não é este dia em especial que me faz sentir o calafrio bom dos apaixonados, serão aqueles em que me sentirei no paraíso por ter quem me pertença, quem me queira como sou e me dê o que pedi mesmo antes de saber o que precisava verdadeiramente.

Com mais dias do amor, para todos quantos se querem continuar a cuidar, até o céu seria sempre azul e as palavras se esgotariam em tanto uso!

1,200!

Mais 1, foram já os posts que  consegui partilhar com todos vocês, usando de muito sentimento, de pedaços de algumas vidas e não apenas da minha. Com lágrimas, gargalhadas, dor na alma, incertezas, medos, com tudo aquilo de que somos feitos!

Jamais julguei conseguir chegar até aqui, ter tantas palavras, não me sentir secar por dentro, esperar por todos os finais de dia para me poder ligar a quem por vezes nem conheço, mas cujos momentos espero conseguir enriquecer.
Obrigada pelas reacções, por estarem desse lado e por me darem razões para continuar. Que venham mais 1,200!

Ok, eu admito...

Ok, eu admito, se continuo assim, apenas eu, é porque tenho medo, pronto, já disse!Tenho medo de saber por onde passará a andar o meu coração, por quem irá bater, se o conseguirei sentir doer, se terá que deambular sozinho enquanto quem eu escolher se define...
Não me apetece ter que incluir quem não me alimente, quem não me saiba ler, não me apetece partilhar almas pequenas, pessoas que ainda se andam a descobrir, quero TUDO, quero-me a mim, contigo, sempre, sem reservas, sem pedinchar, no lugar que sei que mereço.
Eu admito que ainda não aprendi a ir atrás do que me poderá dar mais do que sou sozinha, e que o coração vazio não me permite ver muito para além do amanhã, mas como não há saídas fáceis e eu não quero desistir de mim, mesmo tendo medo, vou ter que chegar lá!

Sim, sou eu!

- Estou, quem fala?
- Olá, minha querida, sou eu, apagaste o meu número?
- Cada um defende-se como pode e sabe. - E porque precisas tu de te defender de mim, sabes o que sinto por ti. Preciso de te ver, agora.
Já conheço bem tudo o que vem a seguir, sei o que procura, como me quer, porque razão me liga!
- Julguei que já terias aceite que não temos como e porque continuar. - Eu sou viciado em ti, preciso de te sentir para me sentir vivo, se me negares a tua boca que não canso de beijar, o teu corpo que parece ter sido desenhado para encaixar no meu, o teu olhar... - Pedro, meu querido, vamos ter que parar um dia, assim esgotas-me, anulas a minha existência, manténs-me à espera do que não vai chegar. - O que queres que eu faça? - Quero que pares de ter medo do que te faz bem, que deixes de ser cobarde, que entendas o que conseguiste e o que vais perder, porque um dia meu querido, eu já não estarei mais aqui, nem o número será o mesmo e tudo o que tiveste ficará sempre para lá do que po…

Embora lá...

A apanhar-me do chão!

Hoje estou down, nada me inspira, sobretudo a ideia de enfrentar um novo dia porque estou tão cansada, de não te ter, de estar e continuar à espera que me escolhas, que me faças sentir uma mulher sem máscaras, natural, eu.

Já te tive, sei ao que sabes, como me olhas, de que forma a tua voz me faz sentir tão viva e pronta para deixar de ter medo, para aceitar que afinal preciso mesmo de ti, que te quero por perto...

Estou cansada de me sentir cansada, de mim, da minha exigência, de querer que tudo passe por mim, de não saber partilhar, de me refugiar numa mulher que tem tanto para dar, que sabe como se completar, bastando que aceite quem está do outro lado.

Não sei onde acabo a ir buscar as energias de que preciso para continuar aqui, à tua espera, a querer-te como se fosse hoje, o primeiro dia em que soube que terias que ser tudo e que se calhar já o foste antes!

Inside out!

O ontem já foi e agora, sentada num vazio que assusta de tão real, num lugar tão preenchido com o que lhe retirei, com os pedaços de mim que arranquei mesmo com dores lacinantes, porque me forço a ser desta forma e não de uma outra qualquer, talvez porque não o saiba, ou entenda que assim me mantenho segura, vou respirando descompassada, zangada com os meus receios, infundados ou não, mas que não me deveriam impedir de viver.

Se fujo de mim é por não querer voltar a sentir-me vulnerável, se for eu ao comando, pelo menos entenderei porque cheguei aqui, porque este lugar consegue ser um dia de muito sol e um outro tão carregado e sombrio, me faz querer encolher-me e deixar de ser e pensar.

O hoje não é sempre pacífico, ligeiro, por norma é uma luta interna, um não querer ir e um desejar conseguir ter a coragem, o desapego e a determinação que farão de mim um ser igual a todos os outros, a que sofre sempre que me oferecerem nãos, ou forem incapazes de me sentir verdadeiramente, mas a re…

A tua e a minha voz!

Eu senti como seria o som da tua voz muito antes de me falares, quando apenas me sopravas palavras que nunca foram quietas e sempre que largavas perguntas às quais eu fui respondendo destemida, até te ouvir.

A minha voz vicia, já o disseste. A forma como as minhas palavras se encaixam no timbre que só poderia ser o meu, permite que me vás ouvindo, uma e outra vez, até que nos esgotemos e deixemos de ter assunto. Os papeis ainda não estão definidos. Cada um de nós exprime-se como sabe e deixa correr a conversa. Deixamo-nos sempre embalar no assunto que o outro oferece, rindo, vibrando ou apenas imaginando como será realmente quem está do outro lado. O que sentiríamos se fossemos nós, ali, no momento que retratamos.

São tantas as vozes que nos perseguem todos os dias. São tantos os corpos que as guardam e que por nós esperam, qual aranha numa teia bem construída, que nos prende e amarra a uma escolha que não foi a nossa. São tantas as exigências para que tenhamos sempre o que dizer e da f…

Porque é que as palavras se acertam entre nós?

Tens-me feito bem, porque me ouves realmente, porque partilhas comigo os dias que mesmo diferentes sempre vão sendo algo iguais. Afinal queremos ambos o mesmo, queremos ter ao nosso lado quem nos complete e traga alguma paz. Queremos quem nos aqueça a alma, afaste os dias cinzentos e nos abrace deixando o mundo lá fora.

Já nos ouvi dar gargalhadas sinceras, contar histórias que nos fizeram querer mais de quem um dia escolhemos. Já gastámos horas a largar amargos de boca, a partilhar amores grandes, sonhados e vividos com a intensidade que precisámos para percebermos que amar tem que ser na mesma proporção e que não adianta apenas olhar e nunca ter quem nos olhe de volta.
Porque é que as palavras se acertam entre nós? porque nos parecem familiares e acabam sempre a sair sem esforço?
 Em que esquinas da vida se encontram algumas pessoas, porque permanecem invisíveis até que se precisem realmente, até que o estarem lá, aqui, possa mudar tudo? Como nos conseguem encher os espaços vazios e…

Histórias com história!

Histórias teremos todos! Umas que nos fazem sentir bem, que nos lavam a alma e permitem rasgos de sorrisos e de uma felicidade que nunca deixará de nos acompanhar e outras bem mais cinzentas e dolorosas, mas que continuarão a fazer parte de nós.

Já juntei tantas histórias, minhas e de quem vai surgindo no meu percurso, que os meus dedos já não conseguem contabilizar as vezes que  tocaram nas teclas que nem preciso de olhar para as reproduzir. Elas sim mantêm-se nos lugares que não mudam, tal como eu gostaria de ter conseguido. 
As minhas histórias já se vão misturando com todas aquelas que me permitem ouvir e até reconhecer, recebendo-as e multiplicando-as. Será que não nos estendemos melhor e não nos fundimos quando ouvimos o que os outros experimentaram? Certamente que em ruas de nomes diferentes, em casas com mais ou menos sombra, mas que acolheram gente como eu e como tu, ma assim mesmo histórias com muita hisstória.
Será de todas essas histórias que sou feita e é com elas que me …

Numa outra estação...

Numa outra estação. Em lugares pelos quais muitas vezes passamos sem nunca os vermos realmente, existirá sempre alguém que nos pode mudar, completar, ou simplesmente manter mais vivos e alertas, numa qualquer estação, apeadeiro real, ou da nossa imaginação!

Incrível como a viagem que tantas vezes fiz para lugares definidos, que percorri em comboios cujas carruagens te poderia até ter encontrado, hoje me permitiu reencontrar-me, ver-me por dentro, escutar do que falo e perceber quais os planos me percorrem a mente...

Os dias nunca serão iguais e poderão revelar-se, mudar todo o nosso foco, mostrar-nos quem, numa outra estação, poderá estar a aguardar que o olhemos e possamos ver realmente.

Prometi-me a mim mesma que agora, muito mais do que antes, ficarei mais atenta, não deixando que quem importa me fuja!