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Inside out!


O ontem já foi e agora, sentada num vazio que assusta de tão real, num lugar tão preenchido com o que lhe retirei, com os pedaços de mim que arranquei mesmo com dores lacinantes, porque me forço a ser desta forma e não de uma outra qualquer, talvez porque não o saiba, ou entenda que assim me mantenho segura, vou respirando descompassada, zangada com os meus receios, infundados ou não, mas que não me deveriam impedir de viver.

Se fujo de mim é por não querer voltar a sentir-me vulnerável, se for eu ao comando, pelo menos entenderei porque cheguei aqui, porque este lugar consegue ser um dia de muito sol e um outro tão carregado e sombrio, me faz querer encolher-me e deixar de ser e pensar.

O hoje não é sempre pacífico, ligeiro, por norma é uma luta interna, um não querer ir e um desejar conseguir ter a coragem, o desapego e a determinação que farão de mim um ser igual a todos os outros, a que sofre sempre que me oferecerem nãos, ou forem incapazes de me sentir verdadeiramente, mas a real, a que também sabe entregar-se e esperar que dê certo.

Enquanto não me convenço, vou pelo menos sonhando e tentando chegar lá!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

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