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Speed...

Vou tentar passar-vos a velocidade que me acompanha hoje e permitir-vos saborear a minha adrenalina!



Os meus movimentos estão em high motion, não se descoordenam nem se atropelam, mas não conseguem desacelerar. Dei-me corda logo pela manhã, estive ligada a alta voltagem, o meu dia correu, galgou e superou os meus timings, fiz um milhão de coisas e acertei outros tantas que já estão a caminho, na cabeça, na minha programação diária, já sei o que vou fazer a partir do segundo que o despertador tocar, mal ele me grite, porque é literalmente isso que faz, aí vou eu a decidir ainda no carro, depois de ter cuidado de 3 filhos que me sugam a outra botija de oxigénio (que só pode vir misturada com hidrogéneo, dado o efeito) de um duche do qual quando saio, nem me lembro com que perna entrei. A roupa já foi escolhida de véspera e até os aneis estão em local estratégico, ahhh e não esquecer a gata que tal qual o despertador já me desesperou com tanto miar, é que eu até já não tinha nada com que me preocupar...

Se e quando saio do prédio, tudo o que necessito estiver comigo, respiro e sinto que passei a primeira etapa, se sobrevivi a este acordar super sónico, então já não morro mais, nem que me matem.

Por norma acalmo no final da décima segunda hora de trabalho, mas como nem eu sou perfeita, por vezes o efeito dura mais que o efeito de uns quantos shots de uma bebida que nem consumo. Uiii então aí é que não faltaria, transformava-me na super mulher e ia pelos telhados até ao trabalho, mas já que falo nisso...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

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Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

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Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…