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Procuro!


O quê exactamente?

Supostamente não deveriam existir exigências, restrições, condicionantes, para as relações, mas a cada dia que passa acredito mais na sua necessidade, sobretudo a de entender que quero e preciso de alguém que me complete, que esteja para mim na mesma proporção, inteiro.

Bem, eu vou tentar aligeirar a coisa e pedir ao Universo como se do Pai Natal se tratasse.

QUERO ALGUÉM:

LIVRE de corpo, alma e estado civil. Com 2 dedos de testa, que consiga articular algumas palavras, capaz de usar vírgulas e pontos de exclamação.
Alguém que tenha vida própria, com muitos mundos no mundo que queira partilhar comigo. Com sentido de humor, às pazadas e com capacidade de rir até de si mesmo. Que saiba ouvir, ouvir-me, que se cale para me escutar e que fale para me sossegar.

Ainda não desisti de encontrar quem não receie o que sente e o consiga dizer. Quem me passe a sensação de tranquilidade, de mar calmo, para contrapor ao meu sempre revolto. Quem me dê colo, mas me arraste quando me aquieto pelo medo de viver.

Procuro a perfeição? Não, apenas quem seja como eu, porque se eu existo e não sou certamente peça única, outros andarão por aí, capazes de me fazerem querer tirar os pés do chão, de correr, de mudar rotinas, focos e de acordar mais intensa ainda. Quero e preciso de alguém que me conheça tão bem quanto eu mesma. Quem me saiba tocar, de forma tranquila e arrebatada, que me enlouqueça de desejo e me mostre a cada dia que estou tão viva quanto me sinto.

Vou continuar à procura, porque se entender que a opção é desistir, então já terei desistido de mim mesma!

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