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O que vem contigo?



Pedes-me que te deixe vir até mim, que permita que me mostres que tens o que me interessa. Uma e outra vez, tantas quantas forem precisas, segundo as tuas palavras, vais-me sugerindo que confie, que saia da minha zona de conforto para que nos possamos finalmente olhar, ver e quem sabe entender!

Não sei porque razão deverei aceitar que é desta vez, que contigo será melhor, ou diferente.  O que vem contigo afinal, o que me podes acrescentar que eu não tenha já, de que forma farás a magia de me conseguir ter, apaixonada, rendida, sem medos, a não precisar de procurar mais nada ou ninguém?

Se duvido?

Enquanto o fizer é porque não chegaste até mim, significa que nada do que conseguiste "soprar" fez qualquer eco, as palavras que se voltam para mim e comigo, são as únicas que nunca me levam ao que está errado, ao que não bate. De cada vez que as minhas entranhas se revoltam, sempre que me arrepio, sentindo forte o que antecipo, então duvido sim, fá-lo-ei sempre, não existe forma de me enganar, não terei como investir em jogos sem prémio, perder não é opção, não antes e muito menos o será agora!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

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Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…