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Nem sempre...


Há dias em que leio o que escrevo e acho que já esgotei todas as palavras possíveis, sobre ti, sobre nós, sobre tudo o que venho sentindo desde que descobri que afinal era uma mulher cheia de intensidade e de desejos!

Não consigo entender porque acabamos a querer tanto quem não nos quer de igual forma, porque teremos que passar pela provação de mendigar atenção, carinhos, quando tantos outros estariam disponíveis para o oferecer.

Eu sei que foste tu que me acordaste do sono que eu julgava estar a sonhar, repetidamente, a cada dia, mostraste-me, apontando e falando, que eu ainda me mantinha tal como no início de mim. Deste-me a parte que escondia por medo, medo de ser demasiado visível, de estar exposta, de querer que me quisessem.

Sei que agora estou aqui, definitivamente para ficar, para me impor, para não desistir à primeira, mas mesmo com toda a cautela que me imponho, percebo e sinto que um dia terei ao meu lado quem me importa.

Quando vasculho tudo o que já deitei para fora, percebo que a linguagem dos sentimentos, as palavras que enlaçam o maior dos sentimentos não se esgota, não termina, cresce, amplia-se e desenvolve-se, tal como as relações que as alimentam.

Estou tranquila, afinal ainda tenho muitas mais para usar sobre ti!


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