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Vamos lá...


A ver se me explico, se sou suficientemente clara!



"Bati" de frente com o homem que me fartei de pedir. O Universo ouve-nos realmente, e eu sempre lhe disse que queria um homem forte, intenso, alguém que me quisesse cuidar, que me desejasse, tanto, que não fosse preciso ter ou sequer incluir outra pessoa. Quem me conhece sabe que teria que ser mais do que eu, mais capaz de determinar de que forma vamos, continuamos ou paramos, porque eu nas relações sou cautelosa, demasiado talvez, não gosto de arriscar, quero ser eu a escolher, mas de preferência para mais tarde, para o dia depois daquele em que formos falando.

MAS não me expliquei bem, intenso sim, mas tu? CARAMBA, não tenho pernas, nem coração para ti. Já mexeste mais comigo em dois dias do que alguma vez acreditei ser possível.

Estou com medo, é inevitável, de te ter, de te tocar a primeira vez, de te querer tanto que toda eu passe a precisar de beber de ti, de querer que todos os dias sejam contigo dentro, e com medo que depois me deixes em pedaços, que me ames tanto que me sugues a alma e depois me deixes com cicatrizes que não saberei fechar.

Não precisava de ti assim, queria-te controlado, a saber esperar, pelo meu tempo, a entender que construí a vida que me tem mantido protegida e da qual ainda vou saindo ilesa e por essa razão abrir-me e entregar-me a ti assusta-me ao ponto de querer desistir, fugir para tão longe que nem o cheiro de ti, aquele que ainda não senti, mas que já me ensombra, se esfume.

CALMA, não vou fugir, já não tenho como. Se entraste na minha vida, certamente que foi por alguma razão e eu agora preciso de a saber. Vou precisar de entender do que és feito para mexeres comigo assim, se tudo o que a tua voz me passa vem de ti, se és tu...

Vamos lá, a viagem já começou, agora só me resta tentar ficar pronta!

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