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Se me deixares...



Prometo que tento, que não complico, que deixo correr!

Sim, já entendi, não controlo nada, nem mesmo o que sinto e por isso não adianta, não tenho porque meter outra mudança, a minha vida, a nossa, não vai seguir mais veloz por isso.

Parar de avaliar, de querer entender, de te querer ler. Parar de achar que tudo o que dizes, ou decides calar, terá uma razão de peso, porque a tua ligeireza de sentimentos, o facto de me veres tão natural na tua vida, tranquiliza-te como deveria estar também eu,

Se me deixares, eu começo do início, refraseio tudo o que derramei até aqui e espero, tranquila, que me digas como se faz.

Sinto-te a sorrir, a duvidar do que te ofereço, talvez porque já estejas uns degraus acima, talvez porque a minha velocidade de pensamento, a forma como quero sempre tudo de forma intensa, no fundo seja o que te deixa vivo, a sentir que valho a pena.

Vou prometer que te deixarei, livre, para seres o que já vi antes e gostei, tanto, que ainda aqui estou!

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta