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Ok, eu aceito!



Não consegues, não sabes como, não te interessas, quem sou eu!

Começámos pelo fim, dei-te a chance de entrares e de repores a verdade sobre ti e do que és feito, não te aguentaste com a firmeza que desejava e precisava, mas eu aceito.

Não estou zangada contigo, não teria porque, permitiste-me sentir-te e perceber que afinal existes e que não te sonhei, isso por si só bastou para me tranquilizar e parar de me julgar semi louca. Consegui arrumar-te, sorri perante a ideia de ti, saber ao que sabes, como amas, estou feliz e resignada. Se não és tu, e na realidade nunca o foste, então posso continuar, sem amargos de boca.

Gostar de ti, todo este tempo, foi o que provávelmente me manteve viva e a desejar ser e ter mais. Gostar de ti trouxe-me até aqui, onde teria que estar para ser a pessoa que reconheço. Foste tu que me empurraste, de mansinho, para a nova eu, para o melhor de mim.

Se não te soube agradecer antes, espero que o tenhas sentido quando me tiveste, porque o que te dei era eu mesma!

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