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Vou ser...


Forte, intensa, hoje apetece-me.  Prepara-te, agarra-te bem à cadeira, porque vou querer que saibas de que forma te sinto e quero!



O que eu julgava ser difícil pôr por palavras, sobretudo quando falamos de viva voz, sim, porque a escrever eu sou o que se sabe, palavras e mais palavras, mas se tiver que te olhar, sentir e verbalizar, gaguejo, embrulho-me e termino sempre com a sensação desagradável de não ter dito o que deveria, tem-me escorrido veloz e imparável.

Já sei ao que sabes, como me consegues deixar pronta, quente, a escorrer de mim e de ti tudo o que me dás. O teu toque arrepia-me até as partes do corpo que me esquecera de sentir, as tuas mãos não precisam que as guia, vão a cada recanto, nunca se aquietam, parecem ter-me tido sempre. O que me sussurras deixa-me quase descontrolada e mordo os lábios para não gritar que preciso de ti, em mim, que o teu peso me tira o ar, mas me recorda que é contigo que respiro agora. 

Falámos tanto sobre nós, usámos toda e cada palavra que nos definiria, que quando nos tocámos, quando os nossos corpos se juntaram, fez sentido, foi igual ao que antecipáramos, fomos nós, em cada beijo, em cada olhar intenso, em cada gemer que eu sempre contenho, mas que me obrigas a abrir. Já te tive antes, ou então esperei-te sempre e acabei a receber-te. Quero que me mantenhas assim, que me continues a desejar, a exasperar de prazer e de dor, a enlouquecer de um desejo que se amplifica e aumenta tanto que só poderá rebentar. Fará estragos certamente, mas até lá, bom, até lá estaremos nós os dois, a amarmo-nos como sempre achámos possível, a não desistirmos de ter o que é nosso por direito.

Mantem-me assim, envolta em ti, chega-te bem perto e não saias mais, eu prometo que me darei inteira de cada vez que fizeres de mim a mulher que sonhaste antes, mas que existiu sempre e afinal te pertence!

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