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Sentir e fazer...

Bem, uns aos outros, gastar tempo, ou melhor, usá-lo, em prol dos que começaram por ser importantes para mim e conseguiram manter-se assim!

Não será apenas porque estou mais velha, mas também porque a minha consciência, actualmente, tem a noção do que me pode acrescentar algo mais, que pessoas importam, quem quero ter por perto, mesmo que estejam do outro lado do oceano.

Estive numa relação, longa, que me consumiu, que me sugou os interesses, que me afastou de amizades que me teriam mantido mais eu, de gente que cresceu comigo e por esse motivo sabia quem eu era e de que forma sonhava o meu percurso. Correu mal, porque eu o permiti, porque deixei de acreditar em mim, no que queria e desejava, dei a outro o poder que conquistara a muito custo.

Estou de volta, mas com perdas inevitáveis. Por outro lado, começo a acreditar que se mantiveram os que valiam a pena, mas não consigo deixar de desejar amigas e amigos fiéis, daqueles que nos acolhem e que caminham connosco. Amigos com quem podemos dar gargalhadas sinceras, passar horas a falar sobre tudo e sobre nada. Amigas cujo número discamos de cada vez que o coração se aperta, ou sempre que estamos tão felizes que parecemos rebentar por dentro.

Ainda vou a tempo, de ter e de conhecer gente que vale a pena, quem o Universo já colocou no meu caminho e que eu decidi manter e cuidar. Nós não somos nada sozinhos, se não nos podermos partilhar, ficamos vazios, sem cores, sem conseguir olhar o futuro com clareza.

Vou mudar, já comecei, qualquer dia pode ser um bom dia!

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