Avançar para o conteúdo principal

Julguei...

Acreditei que te tinha ultrapassado, já nem pensava no nós, no que fomos, porque se deve arrumar para prosseguir, mas afinal vi-te e...



Estou quieta, não sei o que dizer, o meu corpo não me obedece, tenho vontade de correr, de não parar até que sinta que estou segura, mas não acontece nada e fico à espera, a ouvir-me mover por dentro, sentindo o coração que galopa enquanto te aproximas, seguro, afastas todos os que se atravessam à tua frente, empurras, parecendo até ter crescido.Os teus olhos estão aflitos, não queres perder-me na multidão e eis que me alcanças.

Os segundos pareceram horas, não paras de me olhar, a tua testa está franzida, tens o semblante pesado e quase que te consigo ouvir respirar. Senti o teu toque, as tuas mãos estão quentes, fortes, apertam-me, tanto, que quase deixo sair um grito de dor.

- Por favor António, calma, estás a magoar-me.
- Quieta, se te moveres juro que faço amor contigo, aqui mesmo, à frente de toda esta gente. Não fales, preciso de te ver bem, de te tocar, estás aqui.

Já não disse mais nada, não me atrevi, acho que até sustive a respiração. Não senti medo, apenas o desejo a correr-me nas veias à velocidade do sangue, incrível como algumas pessoas nunca chegam a sair de nós, mesmo que as tentemos apagar. Vi e revi cada momento da nossa vida e senti o sabor que deixavas na minha boca, a forma como só tu sabias mover o meu corpo, recordei os teus gemidos, senti o teu amor por mim, outra vez, e isso sim assustou-me.

Levantaste-me do chão, pousaste-me determinado no teu colo e eu aninhei-me no teu peito, já sabia o que ia acontecer, como e durante quanto tempo, mas queria-o, desejava-o agora e ia deixar que me levasses, porque tudo o resto deixara de importar.

Julguei que te tirara de mim, não sei onde estava com a cabeça, tu és o mesmo que amei antes e isso não podia ter mudado, nem que passassem cem vidas. Sei-o agora!

Mensagens populares deste blogue

Quando já não importar!

Se eu passar mais do que 2 horas sem pensar em ti. Se não apareceres nos meus sonhos. Se deixar de te chamar à atenção pelo que me falhas dar. Se procurar programas que não te incluam, então é porque deixei de me importar e quando acontecer, já nada poderá colar as peças outra vez. Isto é o que chamo de sobrevivência emocional!

Quando entrei na tua vida, foi para ocupar o espaço que tinhas vazio. Foi para me acrescentar, dando-te até o que não te atreveste a pedir e é apenas assim que concebo uma relação. Quando entrei na tua vida foi para termos muito de nós para cada um. Uma relação deverá incluir-nos em todos os momentos, crescendo connosco, sobrando em prazer e em partilha. Numa relação ampliamos o desejo de nunca sairmos um do outro, criando um lugar e um espaço que será apenas e sempre nosso. Uma relação será incluirmos os que já faziam parte da nossa vida, os meus e os teus, aprendendo a misturá-los e usufruindo do que nos oferecem.

Se não te tive antes, se não comecei, lá atr…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…

Parece que estou mais velha. Pois!

Mais 1 ano e este passou a uma velocidade assustadora. De repente estou mais velha e atravesso, como se estivesse numa outra dimensão, tempestades, mas pareço sobreviver a cada uma.

Parece que estou mais velha, não que o sinta fisicamente, mas o emocional começa a acusar a pressa e a energia com que sempre fiz tudo. Decidi que quero sossegar-me, porque preciso de mais tempo para me regenerar. Agora procuro a qualidade. As pessoas verdadeiramente importantes na minha vida. Quero mais em menos tempo, porque não quero perder nenhum sem que me sinta plena. Quero um amor que me afogue num prazer que só poderei retribuir. Quero tudo do muito que ainda me falta receber.

Parece que estou mais velha, é o que me diz o cartão que me identifica, mas não me diz muito mais, o resto vou ter que ir descobrindo sozinha porque algumas etapas são muito difíceis de superar, no entanto são essas mesmas que nos fazem crescer. É o que dizem, certo? Pode até ser, mas havia necessidade de ser tão difícil? Eu s…