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Quem é esta?





Feelme/Quem é esta? Etiquetas: Me!

Quem é esta? Quem sou eu afinal e porque espero e desejo sempre demasiado de mim? Não sei relaxar, nem quando danço e abandono o meu corpo aos sons, nem aí deixo de me visualizar como quero ser, porque acredito que se não o fizer, não restará mais nada meu!

Convicções, sim, são importantes, tal como as cedências, e a capacidade de aceitar os outros da forma  como se construíram, mesmo que para mim não seja a melhor, é a que as compõem e foi assim que chegaram até a mim e ficaram. Se ao menos eu não fosse tão exigente e conseguisse ver para além de mim, mas acabo a achar que se o fiz, se o consegui, também o conseguirão os restantes mortais e que se não o fazem, é porque consideram não ser importante, não o sendo eu também afinal.

Se me perguntarem se também amo assim, de forma exigente e com entrega total, a resposta só poderá ser um SIM redondo, porque não há outra forma, não agora, não nesta altura da minha vida, em que consigo sentir todos os cheiros, de cada uma das flores e identificá-las, consigo olhar para cada tijolo em cada casa, até para os que ficaram cobertos de tinta, simplesmente porque continuam lá, foram a base, e permitem a estabilidade, o erguer de espaços povoados por gente, por quem carrega sonhos, desilusões, choros e penas bem pesadas. Agora sou a sensibilidade na extremidade de cada pedaço meu, sou a que se arrepia com um olhar, a que quer ser vista por dentro, a que caminha atenta e já levanta a cabeça para olhar cada ser que se cruza no seu caminho, sou a que não desiste de continuar atenta, de cobrir os meus de beijos, de abraços, de palavras carregadas de mim e comigo dentro.

Não sei muito bem quem é esta mulher, mas começo a gostar do que oferece e apenas desejo que me gostem de volta, assim, com a mesma vontade e capacidade de absorver este mundo, o nosso, como ele é, com tudo o que nos dificulta os dias, mas que também nos borrifa com pedacinhos de uma felicidade que apenas os humanos têm capacidade de sentir.

Quem sabe um dia já não terei todas as respostas e do meu lado estará quem me tenha ajudado a chegar até elas, de forma natural, porque se atreveu permitir-me partilhar tudo o que sei, tudo o que quero que sintamos ambos, tudo o que nos levará até ao final do nosso futuro. Quem sabe um dia não vos contarei que já posso apenas cuidar dos vossos amores, porque o meu amor chegou e se instalou, quem sabe...


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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Decidi!

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Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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