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Achava que seria!



Achava que seria difícil de saber onde e como encaixar quem já tivesse saído, de mim e da minha vida. De que forma me iria ou poderia, relacionar com a pessoa que importou tanto, que me fez desejar até absurdos, que me tirou vários sonos e ensombrou sonhos, transformando-os em pesadelos reais, mas afinal não é de todo!

Estranha esta coisa dos relacionamentos, levam-nos tão rápidamente quanto nos trazem de volta. Num momento estamos a deitar fumo pelas orelhas, e a usar impropérios, e no outro a passar pela mesma rua, como se nada fosse. É aí que passa a ser possível, que a amizade se sobrepõe e que nos conseguimos acrescentar.

Tem sido engraçado, ligeiro, desprovido da dita cuja importância que as relações carregam, agora é tudo simples, não se cobra nada, apenas se usufrui. Estou a gostar, e a perceber que afinal tens muito mais talento para meu amigo, do que para o que quer que eu tenha imaginado antes.

Se está a acontecer assim contigo, logo contigo, então estou preparada para o seguinte. Não tarda vamos comer uns gelados e falar das relações actuais. Até me estou a rir só com a ideia, porque a verdade é que tudo passa, acreditem em mim os mais cépticos, PASSA mesmo, basta que mude a estação do ano, o tempo, o alinhamento da lua, ou qualquer outra situação por definir. Um dia acordamos, e quem, anteriormente, nos fazia vergar sobre um peso que crescia descontrolado, simplesmente deixa de importar, desaparece, imunizando-nos contra a burrice, a casmurrice, a vontade de ter o que nunca nos ofereceram. Nesse dia, ficamos boquiabertos, de alma estupidificada a duvidar sequer de alguma vez nos termos atrevido a achar que o mundo ira correr ao contrário, só porque, e tal como as crianças, nos recusavam o que parecia doce demais para ser largado.

Quanto mais vivo, mais aprendo, e que gozo me dá provar-me errada. Venham os amigos, porque se forem bons, farão sempre falta!

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