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Mais um dia...




Sem ti, a sentir que o meu mundo está frio e vazio, mas a levantar-me, à mesma hora e fazendo tudo o que devo, o que é suposto, o que se espera de mim!

Dizem, que numa relação devemos fixar regras, falar do que nos deixa desconfortáveis, com amargos de boca, e que era suposto que o evitasse o outro, sobretudo se gostasse de nós, mesmo que não da mesma maneira, mas afinal do que sabem quem fala, quais são as regras pelas quais se regem alguns, como podemos chegar até eles e fazê-los entender?

Nunca me despeço sem palavras, digo sempre algo que permita, que te permita, avaliar e decidir, por isso não consigo entender a tua incapacidade de também dizeres adeus, não vou ficar, não quero continuar, será que não percebes que magoa mais, que deixa feridas que depois não terão como ser saradas, que o fosso se torna demasiado aberto?

Quem és tu?
Quem era a pessoa que me deixaste conhecer?
Para onde fugiste, se é que alguma vez exististe, assim, como te via eu?

Tranquiliza o teu coração, não tens nada a dever, nem a pagar, apenas não consegues ser quem eu esperava, a pessoa limpa, crua e nua, que procurava e perseguia o que desejava, já não tens a sabedoria nas palavras, se é que a tiveste alguma vez, às tantas apenas usavas as que ouviras, de bocas bem mais sensatas. O que quer que tenhas dito, ou feito, resultou, mas a verdade é que o quer que deixaste de fazer e de dizer, também está a resultar, estou a tirar-te do sistema, a perceber que não me serves, que não tens a força e a vontade que tenho eu, que não me aprendeste a amar.

Mais um dia, depois de muitos outros, depois de um no qual te vi pela primeira vez, e me atrevi a achar que serias tu. Não és, nunca foste, pronto!

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