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Amar sem reservas!

Feelme/Amar sem reservas!


É cada dia mais difícil, sobretudo se as temos nós, nas nossas vidas, deixando que vão surgindo sem muito controle!

Temos algumas reservas quanto às pessoas de bem com a vida, as bem dispostas crónicas, as que sabem rir de si mesmas, sentindo prazeres que aos outros passam ao lado.
Temos sempre reservas quando uma mão amiga se aproxima, do nada, e nos diz que veio por bem, para nos fazer bem, apenas se alimentando do que nos alimenta.
Temos reservas quanto a amores desprendidos, dados apenas porque sim, daqueles que nos mostram o outro lado de nós, e nos conseguem reinventar, trazendo ao de cima o que guardáramos, perante tantas reservas.

Estamos a tornar-nos seres com ambos os pés atrás, dos que duvidam do mundo inteiro, tentando, assim, estar constantemente protegidos, sobretudo das dores, das desilusões, e dos desamores. É lógico que acabamos a perder mais do que ganhamos, e que ao iniciarmos algo, seja de que natureza for, cheios de reservas, já nos estamos a condenar ao fracasso.

Há que reaprender, começando a ensinar os mais novos, os que ainda não estão "marcados", aqueles cujas histórias ainda não passam pelo pior do ser humano, a aceitar que existem pessoas boas, SIM, que não usam os outros, que não se escondem num qualquer canto, à espera dos mais incautos. Ainda existe quem apenas tente, diariamente, ser feliz, usufruindo do que lhe é oferecido, com a plena noção de que o tempo rapidamente se esvai, e nos deixa apenas com memórias, sem pele sem toque.

Eu quero que as minhas experiências sejam maioritariamente boas, ladeadas de tudo o que soube construir e acabou a dar frutos. Quero ser capaz de olhar os outros, sem reservas, acreditando que se sou leal, se tenho bom carácter e se não tenho qualquer intenção de magoar deliberadamente, quem quer que seja, então também existirão seres iguais a mim, e o universo saberá como as trazer.

Já não tenho tempo para perder tempo, já não desculpo, porque posso, quem não se melhora, quem não consegue dar-se, quem apenas destapa pequenas pontas, com receio do que ficará à vista.
Já não me quero magoar com dores alheias, desisti de amar quem não pode ser amado, e vou continuar, como sempre fiz, a ser quem respeito, dando, aos que me rodeiam, o melhor de mim, a cada percurso, sem cobertas, sem refúgios, sendo tão livre quanto fiz por merecer. Quem vier por bem, será bem vindo, assim, sem reservas!

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