Avançar para o conteúdo principal

Estou a olhar-te...

Feelme/Estou a olhar-te!


Ainda te consigo ver, cada contorno, o olhar que pousavas em mim, tudo de ti, até de olhos fechados!

Estou a olhar-te, e vendo-te como o fiz quando te aceitei, sem as nuvens que vieram ensombrar tudo, e que me afastaram do que sentia, dando lugar à razão, para me proteger, para que o caminho fosse mais firme.

Não me venham falar em me deixar ir, em ser aventureira e apenas saborear, porque nesta altura da minha vida já não quero fatias, quero o bolo todo, quero fazê-lo e vê-lo crescer, quero que seja meu para o dividir. da forma que achar melhor.

Que mal tem ser-se exigente, quem pode julgar os que querem receber tudo o que dão?
Porque não podemos todos, apenas olhar para quem nos olha de volta?
O que há de errado com os amores que não usam, que não planeiam, que apenas são o que é suposto, da forma que desejamos todos, porque afinal somos humanos?

Estou a olhar para ti como te julguei ver, e gosto, ainda gosto, mas porque te criei, porque fiz um boneco que me servia, que me estaria tão próximo que tudo o resto seria apenas isso, resto.
Estou a olhar para o homem que julguei ter conhecido e que me fez esquecer o meu passado, o homem que, pela primeira vez, me deixou imaginar um futuro.
Estou a olhar para ti, de olhos fechados, com a minha alma, e a sorrir, para mim e comigo, porque finalmente te posso deixar ir, sem qualquer dor, porque a regra é simples:

Quando vejo, acredito.
Quando acredito, aceito.
Quando aceito, renovo-me.
Quando me renovo, sou a mulher que perdi, por breves momentos, e que se vira para o lugar certo.
Quando estou no lugar certo, já não preciso mais de ti, e volto a ser feliz.
Quando sou feliz posso fazer o que faço neste momento, olhar para ti, simplesmente olhar.

Mensagens populares deste blogue

Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…