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Quase...

Feelme/Quase...


Tivemos o melhor de ambos, quase que conseguimos superar o que a vida nos obriga a formatar, quase que deixámos sair o amor da forma que o sentíamos, mas a verdade é que o quase nunca será o que basta!

Sabemos, os dois, que o que temos, a pele, as palavras, os beijos, são reais e passíveis de se tornarem no que valerá a pena manter.
Sabemos que gostamos de nos gostar, assim.
Sabemos o que pensa o outro e com o que podemos contar, mas é aí que tudo se quebra...

Eu não posso contar contigo, tu estás em metades, com os pedaços que deixas sobrar depois de te teres dividido, em tantos, que a mim caberá o que até pode ser genuíno, mas que já não me basta.
Eu não posso planear nada, porque os teus planos não passam pelos meus.
Eu não posso amar-te a dobrar, porque também preciso que me ames, que me recordes, todos os dias, que sou eu, apenas eu, que não cabe mais ninguém, simplesmente porque não fazem falta.

Não é triste, nem é sequer novo, és tu, quem escolhi amar, mas a quem não vou continuar a querer na minha vida. Sei que te tirarei, todo, quando o meu coração se sarar, quando passar a obedecer ao que lhe diz a razão, quando eu estiver tão fisicamente longe, que pensar-te seria uma verdadeira aventura.

Sabes o que já não quero dispensar? O meu precioso tempo, porque ele ficou tão raro quanto o são os metais mais raros. Não quero investir no que nunca terá retorno, não quero esperar para que cresças, para que entendas que não tens forma de estar em dois lados, e que uma mulher como eu precisa de tudo o que um homem tem, a dobrar, com a força e o desejo de mais dois, ou três.

Não tiveste mãos para um corpo que se soltará quando a pessoa certa o tocar, não percebeste como o ligar, na totalidade, desligando os meus medos, o meu receio de me estar a dar a quem não sabia o que fazer comigo, como me dar o que desejo.
Não foste leal, nem o homem que me atrevi a desejar, foste quem afinal não conheço, nem reconheço.

Acabaste a ser tão pequeno e tão egoísta quanto são todos os que já fizeste questão de mencionar.
Acabaste a mostra-me o teu lado B, o feio, o que quer misturar duas músicas, na mesma faixa, e mesmo assim dançá-las com ritmo.
Acabaste por matar o que te ofereci, de livre vontade.
Acabaste a acabar comigo.

Quase que pude acreditar que eras tu, quase...

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