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Where from?

Feelme/Where from?


De onde nos vem a vontade de continuar, quando tudo à nossa volta parece ter uma ENORME vontade de nos derrubar?

Se estivermos, na maioria do nosso tempo útil, focados no que nos importa realmente, acredito que seja mais fácil apanhar os pedaços que vão caindo, inevitavelmente. Não podemos entregar, na totalidade, a responsabilidade aos outros, de nos recompor, de cada vez que acabemos no chão, sempre que a vida, ou o destino, nos pregar partidas, e de cada vez que as escolhas não tenham sido as mais acertadas.

Ser forte trás responsabilidades acrescidas, porque todos à nossa volta passam a acreditar que nunca, mas nunca mesmo, nos ressentimos dos percalços, os mesmos que até os "fortes" terão

- Tu dás a volta por cima.
- Claro que sim, não tenho alternativa, mas não significa que para mim seja fácil...

Por esta altura já não me estão a ouvir, talvez porque nunca me tenham visto verdadeiramente caída, isso não faço, reservo para mim mesma as fragilidades, até porque sou avessa a condescendências, a que me passem as mãos nas costas. Penas têm as galinhas, entre outras aves!

Espero que me consiga manter assim, à procura dos passos seguintes, aceitando que nem sempre poderei ser vencedora e que nada melhor do que continuar, em frente. Desistir, só de um plano, em detrimento de outro. Desistir, só dos que não se encaixam, de mim nunca. Desistir, só de percorrer as mesmas ruas, porque existem muitas outras e eu saberei quando as escolher.

De onde me vem a força? Ui, só isso daria um livro com mais de 200 páginas, mas um dia eu explico, pormenorizadamente!

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