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A mostrar mensagens de Agosto, 2015

Mudanças versus mais mudanças!

Mudança de casa, again! Acreditem que nunca me custou tanto como desta vez, estou fisicamente exausta, os meus filhos nem me reconheciam, não conseguia responder, não me apetecia falar, nem ir um milímetro a mais do que tivesse que ser!

O que foi diferente?

Tive que ser eu a coordenar tudo, e quando digo TUDO é TUDO mesmo. Dos pormenores da casa nova, alterações, reparações e adaptações, ao restante da casa antiga, tirar candeeiros, arrumar tudo por prioridades e coordenar os filhotes que não estavam habituados a participar desta forma, culpa minha claro está. Resumindo, escadote acima, escadote abaixo, falar, falar, falar, orientar o pessoal das mudanças, não esquecendo as refeições, sim, porque esta malta come, eu comi hoje, às 15:00, ontem acho que toquei em fruta e bebi água, muita.

Venham-me cá com conversas que uma mulher não se safa sozinha que eu vos digo. Não há nada, mesmo NADA, que não consigamos fazer, basta termos foco e vontade. Já agora resistência física.

Vou precisar …

Obrigada meu querido!

Olá meu querido,

Soube-me tão bem saber de ti, que te importas e que pensas em mim. Foi tão bom que me deu alguma da energia que já ameaçava fugir, foi mais uma bombada de oxigénio e por isso sei que ainda não morro desta!

Deve haver muito pouco que me falte dizer-te, sobre mim e sobre o efeito que me provocas, mas por mais que te ofereça sentimentos em forma de palavras, sinto que nunca serão suficientes, para que não duvides, um minuto que seja, de que te fui reservada e por isso me mantenho aqui, à tua espera.

Já não perco tempo a tentar perceber se faço bem ou mal, se me vou arrepender ou reconhecer que estava certa, deixo que os dias sigam o seu curso natural, comigo na dianteira, obviamente, e contigo no pensamento, no corpo, no respirar, e até no olhar que nunca é para os outros, porque tu teimas em estar em todos.

Sentir a tua falta dói, mas sei que foste das pessoas que conheci, a mais perfeita para mim, a que se encaixou de um forma que se sente melhor do que se explica, e …

Já amaste mesmo?

O que já te permitiste sentir era mesmo amor? Vamos fazer um teste:

. Como te deixava o outro, a sentires que não aguentavas 1 segundo que fosse sem o pensar?
. O seu nome vinha-te aos lábios, saindo nas ocasiões menos próprias e totalmente fora de contexto?
. Acordavas com um desejo quase irracional e com uma vontade enorme de o tocar?
. Os dias corriam velozes como se tivesses uma capa com super poderes?
. Paraste de ter medo de tudo, menos de o perder e de não conseguir que te amasse da mesma forma?
. O teu corpo recusava-se a ser tocado, mesmo que ligeiramente, por outras mãos que nãos as suas?
. Davas contigo a sorrir sem perceber a razão, e a sentir-te em bicos dos pés, prestes a levantar voo?

Estás aprovada, amaste mesmo, e sabes do que são feitas as emoções que outra pessoa nos injecta, passando a circular no nosso sistema, imunizando-os de tudo o que não nos faz falta nem acrescenta felicidade. Tiveste a possibilidade de viajar para o único mundo de onde ninguém quer voltar,…

Um dia lembras-te...

Um dia lembras-te e a mão da divina providência cai-te, de repente em cima e tu acordas, muito provavelmente da pior maneira, mas acordas e percebes que o mundo não gira à tua volta, nem uma única vez.

Temos por aí imensas pessoas iludidas com elas mesmas, a acharem que se bastam, que estão lá em cima e que os outros, mesmo os que lhes foram importantes, já não servem e se podem descartar, mas a vida arranjará forma de lhes provar que estão enganadas. Eu sei porque já vi acontecer.

Com alguns até já gastei algum latim, mas percebi que não consigo retirar a pala que lhes cobre os olhos, e que se escolheram olhar apenas para um lado, vão ter que estar preparados para abarcar o resto quando ele chegar.

Nunca conhecemos ninguém, Nunca sabemos o que desejam realmente nem porque fizeram determinadas escolhas, mesmo quando elas nos incluíam, mas vem um dia em que ficam "libertas", de nós, decidem fazer um reset e recomeçar do ponto que deveria ter sido o da partida. Se ao menos so…

Eu em mim!

Eu, assim, na maior parte do meu tempo útil, eu comigo, a ser o que sei melhor, a fazer o que me dá verdadeiro prazer, mesmo que me venha com alguma da dor que as palavras sempre trazem, porque só podem ser escritas de forma solitária!

Tanto que já descobri sobre mim desde que me reencontrei nas palavras, assim que percebi o poder que exercem, a infinidade de sentimentos que passam e como o meu mundo consegue ser sacudido, melhorado e vivido, desde que parei de ter medo de me expor, de me passar em cada vocábulo, de ter um formato identificável, de ser única.

Ainda não saboreei o prazer de uma escrita prolongada, sem olhares de relance para o resto do mundo, sem ter que gerir, ao minuto, o que também é importante para os outros, mas já entendo alguns dos escritores que aprendi a admirar, porque afinal se nos tivermos mesmo, se mandarmos no nosso cantinho de vida, escrever poderá ser a melhor coisa, poderá até ser um dom, uma benesse, um olhar diferente até sobre o que não conhecemos.

Tenho que aprender a engolir o orgulho...

Tenho que aprender a engolir o orgulho e dizer que é a ti que amo. Dizer que não desisto de ti. Dizer que lamento não te ter bastado. Dizer-te o que não me fará arrepender mais tarde. Dizer que me fazes falta, dizer alguma coisa, tudo menos o silêncio que me mata por dentro!

Quantas vezes não me enrolo assim, quantas vezes não me sento, sozinha, sem o que me tape mais do que o que preciso para não ficar sem NADA, para que sobre só que seja pele. Faz-me bem estar quieta, tendo pouco mais do que sou apenas eu, sem artifícios, seguindo os meus pensamentos que correm em enxurrada, esperando não tropeçar na imensidão que criam quando passam. Se não precisar de me esconder, se conseguir perceber o que fiz para que não tivesse como vestir uma segunda pele, para me mostrar toda, à única pessoa que me libertou realmente, terei como regressar ao mesmo lugar, tentando mesmo que em vão, seguir-te até onde te viste chegar.

Se eu aprender a engolir o meu orgulho. Se te conseguir pedir que aceites qu…

Mais uns quantos passos!

Trago o teu coração no meu, carrego-o não como se fosse apenas mais um, carrego-o, comigo, porque já tive o seu bater acelerado em mim, durante longos meses e durante os quais me habituei a sabe-lo tão próximo, que já conheço de que forma bombeia e como te permite ficar por aqui, sempre perto, dentro do meu!

És o último dos meus filhos, mas para ti nada chegou em último lugar, nada de mim se desgastou de forma a faltar-te. Este meu coração sabe do que precisa para se expandir e incluir 3 filhos ENORMES, tão diferentes, mas tão próximos uns dos outros, que apenas a ideia de os ver juntos, me faz sorrir. És o meu príncipe das terras tranquilas, o meu interlocutor de língua inglesa, respiras inglês tal como o faço eu e é quase sempre assim que comunicamos. Tens no olhar os códigos que já entendo e preciso de muito pouco para te incluir em tudo, continuando a dar-te sem que peças, a fazer-me ver para que te sintas protegido, a ser quem te cuida, mais do que aos teus irmãos, porque herdas…

Se fosses tu...

Se te pudesse perguntar, dividir contigo os meus sucessos, saber o que achas das minhas escolhas, eu sei que me iria fazer tão feliz, mas a realidade não esses , já não!

O que esperamos de quem amamos, é que consiga estar presente, que nos conheça o bastante para ajudar nas decisões, que muito certamente envolverão ambos, mas nada é perfeito, pelo menos não o tempo todo, por isso há que seguir em frente e procurar pelo melhor, porque o melhor existe e só teremos que nos dar a chance.

Se fosses tu, aqui, neste preciso momento em que me saberia tão bem sentir a minha melhor metade, quase que seria perfeito, como perfeitos foram sempre os nossos momentos a dois, mas não estás, não és e não mudarás mais nada, não a mim.

Será que fazemos bem em querer tanto alguém, que a deixamos entrar nos nossos lugares sagrados,abrindo-lhe as portas que fechámos aos outros para nos protegermos? Tem que estar bem, não há outra forma, se não somos inteiros do que adianta afinal? Eu sei que muitos vão col…

É o que me dizem!

Não te vou conseguir tirar de mim, não terei forma de te deixar ir, se continuar assim. É o que me dizem!

Tantos a opinar, a esfregarem-me experiências que não se parecem com nada do que eu tenha vivido ou sentido, e eu deixo-me estar, quieta, a ouvi-los sem os ouvir realmente. Apetecia-me fugir, esconder-me debaixo de uma pedra como um crustáceo e apenas sair com a luz da lua, esgueirando-me por entre as sombras que vejo, mas que não são minhas, estão apenas lá...

Se ao menos me soubesses amar como fazias antes, e parasses de pensar demasiado, que tal se deixasses isso para mim, afinal sou eu a mulher e isso é o que sabemos fazer muito bem.
Se ao menos eu conseguisse perceber e talvez assim deixar-te ir, mas a verdade é que ainda não estou pronta e não o desejo, não ao ponto de me lavar de ti, e é por isso que vais ficando.
Se ao menos o que tivemos já, bastasse, e servisse para pender a balança para o lado certo, para nós.
Se ao menos eu te soubesse substituir e aceitar um outro, q…

Aceitar e seguir em frente!

Temos que saber aceitar e seguir em frente, porque a vida trás-nos desafios constantes, pessoas em forma de testes, à nossa perseverança, à capacidade de nos adaptarmos e de mudarmos o que não estiver bem. Se vencermos esses desafios, que são constantes, teremos como aceitar e seguir em frente, de contrário, esperam-nos muitas noites em branco!

Nunca fui mulher de ódios, mas já tive enormes amargos de boca, pessoas que conseguiam arrancar o pior de mim e deixar-me a espumar da boca. Olhem que não estou a exagerar, mas na inevitabilidade aceitamos, deixamos de olhar tudo como uma guerra aberta e cedemos, afinal de contas lutar obriga a um tão grande gasto de energias, que simplesmente não resolve porque não muda os outros.

Tenho a lamentar algumas decisões que falhei tomar com algumas pessoas, a minha própria incapacidade de lhes mostrar que comigo teria que ser da forma certa, e permiti-me navegar nas minhas águas revoltas, criando crostas tão duras, que me levaram largos anos a desca…

Será que ainda te lembras?

Será que ainda te lembras de onde nos conhecemos, do tempo que demoraste até me convenceres dos teus avanços meio loucos, mas que me faziam rir até da minha teimosia? Sim, era pura teimosia, porque eu sabia, soube sempre, mal me tocaste a primeira vez, assim que me estendeste a mão para me ajudares a entrar na viagem mais louca da minha vida, que serias tu e foste!

- Olha o teu café fumegante, exactamente como gostas.
- Senta-te aqui minha princesa, aninha-te a mim.

Os nossos começos de noite passaram a ter o mesmo ritual, os dois, no alpendre da casa, tu à espera que te trouxesse um café em forma de tesouro, porque me empenhava para que que cada um soubesse melhor do que todos os outros, e que chegasse eu para ficarmos debaixo da mesma manta, abraçados, recordando tudo o que nunca teremos forma de esquecer, e que fez a história que ainda estamos a escrever.

- Lembras-te de como me ias sempre mimar ao intervalo do almoço?
- Uiii, se lembro, eram os nossos momentos de oiro. Os beijos t…

Não és tu!

O toque não é igual, o cheiro não se me entra dentro, nada me faz arrepiar nem querer mais, não és tu!

Os laços demoram a criar-se, as palavras têm que se acertar, a pele precisa de se reconhecer, e por vezes não é de imediato, mas quando acontece, cola-se, fica e recusa-se a sair. O processo de receber uma pessoa na nossa vida vai muito para além do corpo, tem regras muito próprias que nem se encaixam em regra alguma, faz de nós os seres mais tolos do planeta, ou os mais completos, mas qualquer que seja a variação, andar de corpo em corpo, não é para todos e a acontecer, suga-nos a alma.

Já provei deste sabor novo, e não gostei, não foi bom, fez-me arrepiar e não de prazer, doeu-me com uma dor que não consegui distinguir, que me deixou num vazio, num lugar que não conheço, e continuaste a não ser tu.

Por vezes dou comigo no duche, a lavar a pele até que me doa, precisava que saísses, que te fosses, que parasses de me ensombrar, que me permitisses simplesmente voltar a viver, a ser d…

Sei que te sonho!

Sei que te sonho porque os meus dias deixaram de ser normais, agora apenas espero que corram rápidos para poder voltar a ti, em sonhos!

Não sei quem és nem onde foi que te vi antes, mas a tua cara é-me familiar, os teus olhos sorriem quando me vês e ficamos ambos felizes por voltar. Estarei a enlouquecer?

- Isso são carências minha amiga, estás a precisar de alguém real na tua vida, o problema dos candidatos vai ser o de se igualarem a esse teu dream man.

Não seria tão bom que tudo o resto fosse assim, que pudéssemos apenas chamar por quem nos faz falta e que o construíssemos primeiro em sonhos, testando-o e só depois passássemos para a realidade? Certamente que resultaria melhor, ou pelo menos as probabilidades de nos darmos mal baixariam drasticamente.

Os meus sonhos, que agora também já são teus, têm-nos mostrado como somos realmente, e até estou a começar a gostar de mim. Consigo ver-me como num filme, do lado de cá, mas com alguns poderes, sobretudo de nunca deixar nada por dizer…

Inacreditável!

Inacreditável! Não sei como aceitar que ainda não me saibas ler, que permaneça um mistério quando te digo tudo sobre mim, e nunca escondo qualquer sentimento. Será que estás mesmo atento?

Pareces nunca ouvir realmente o que te digo, o teu olhar está distante, algo vago, sorris de forma mecânica e pareces ser o único a não perceber que é demasiado perceptível, sobretudo para mim. Se te deixasse sossegado, se não falasse, se parasse de te tocar, tenho a certeza, agora, que não repararias em mim, que já não me sentirias a falta e que nem à noite, aninhada em ti como faço, sentirias o meu cheiro ou o meu olhar de preocupação.

Ultimamente não consigo parar de me surpreender com as respostas que sou forçada a repetir, com todas as palavras que pareço apenas vomitar, porque não interpretas nenhuma e nem sequer te esforças por esconder. Não está aqui, deixaste de morar em mim, partiste há algum tempo, isso já sei, apenas me resta determinar há quanto. Não que importe, mas talvez me afastasse …

A solidão!

Temos amores, desgostos de amor, começamos e recomeçamos, sentimo-nos prontos, finalmente e depois do nada, a solidão regressa e repõe tudo o que nos impedia, antes, de sermos mais inteiros e de confiarmos no nosso direito de sermos felizes!

Nunca existem garantias, as certezas são para os tolos, ou para os que arriscam quedas totalmente desamparadas, por isso podemos apenas ir tentando, e vivendo no percurso, porque se os finais não forem como esperávamos, pelos menos tivemos os inícios e os durante. Mesmo para os que asseguram ter escolhido a solidão, algures no tempo já arriscaram, já pensaram na satisfação que sempre vem com o nosso parceiro, com quem está, realmente ao nosso lado, não importa por que período, desde que esteja igualmente empenhado e motivado enquanto nos inclui.

Aprender a viver sozinho não é o mesmo que estar numa solidão permanente. Ter quem divida connosco pensamentos, alguns sonhos e até os silêncios, ainda é o que vai valendo a pena, e daí o desejarmos tanto…

Escrever e escrever...

A vida só tem sabor quando fazemos o que nos dá prazer, quanto a isso estamos todos de acordo, certo?

O primeiro passo é sabermos a extensão e os contornos dos nossos sonhos, depois é correr atrás deles, nunca desistindo perante as dificuldades que, inevitávelmente, irão surgir. O simples facto de termos algo que nos povoe a mente de forma concreta, por si só enche-nos de um bem estar indescritível, como se tivéssemos voltado a ser crianças outra vez, e o nosso melhor presente ficasse ao alcance da nossa mão, mas quantas pessoas não fecham os sonhos, a sete chaves, com medo de tudo o que precisarão de percorrer para os concretizar, sendo forçados a sair da sua zona de conforto, e arriscando a felicidade às pazadas?

 Supostamente a simples ideia de sermos felizes deveria bastar, mas aparentemente não funciona assim, e o que vemos são almas desgastadas pelo muito querer, mas sem nunca sequer arriscarem. Quase que consigo entender, até porque já lá estive, no mesmo lugar, onde apenas so…

Quanto tempo leva?

De quanto tempo se precisa para que o tempo já não se atravesse no caminho, será que está apenas nas nossas mãos, que o poder de ser, mais ou menos feliz, é inteiramente nosso?

Falo com variadíssimas pessoas e nada é comum quando se trata de desamores, mas tudo soa a muito igual, de uma forma estranha e quase natural, no encarar do sofrimento que sempre chega quando já não podemos mais, ou quando se quebra o que não vamos encontrar forma de reconstruir. Já começam a ser quilómetros de relações, mais ou menos planeadas, tantos que o quadro clínico se encontra práticamente composto, penso que a cura estará no caminho, já se vislumbram as luzes.

Quando nos damos, completamente, gastando cada segundo e minuto com o outro, e não porque sejamos beneméritos e de coração grande, mas porque acreditamos ser esta a única forma de nos darem de volta, não queremos sequer pensar no depois do amor, com o que teremos de lidar quando já não restar mais nada, e é isso que torna a dor mais dolorosa ain…

Fora da caixa!

Tudo o resto está fora da caixa para onde vou quando sou apenas a mulher que escreve!

Experimentem serem criativos, apaixonados, cheios de sentimentos profundos e positivos, e colocarem tudo isso em palavras, enquanto o resto do mundo por vezes quase explode na nossa cara. Nada pára apenas porque eu preciso de usar os tais sons em forma de palavras, os que ainda vão tocando as pessoas que se identificam, e que acabam a ter o que lhes está dentro, mas não sabem como soltar.

Não é raro eu achar - "hoje não vou conseguir" - porque é tanto para resolver sozinha, são as pessoas que dependem de mim, e que consideram que eu tenho as respostas todas, quando me apetecia apenas sossegar e ler exactamente o que estou a sentir e a viver.

Sou um pouco ao contrário, é dentro da caixa que mudo e me transformo numa mulher nova, arrojada nas palavras e nos sentimentos, levando alguns a crer que sou feita de uma massa bem diferente, mas acreditem em mim, grande parte das minhas palavras são …

Devemos baixar a fasquia!

Devemos baixar a fasquia? Nem sempre, sobretudo quando as alternativas deixam de ser muitas, ou quando estarmos acima dos outros nos insufla o ego, achamos nós e nos dá uma sensação de enorme poder!

Depois de ter entendido isto, passei a aceitar que pessoas, outrora tão exigentes, que analisavam todos os comportamentos do sexo oposto, referindo com toda a convicção que só aceitavam, este ou aquele tipo de mulher, porque isto ou porque aquilo, bla bla bla whiskas saquetas, agora desatam a comer até do chão. Arre porra...

Querem ver que a terra passou a girar ao contrário, ou será que a dita cuja idade chega tão determinada, que vale mais comer pouco e sem sal, ou com sal em demasia, a não comer de todo?

Oh minhas amigas, o que será feito de nós, as que ainda têm tudo no sítio, sobretudo a postura e a classe? Para o museu da Madame Tussaud não podemos ir porque não somos famosas, será que nos vão desmontar e usar para estudos científicos?

Quem me conhece sabe que não sou fã de amores co…

Qual é a cor da tua cor?

Qual é a cor da tua cor? Como te identificas e avalias, de que forma as cores estão presentes na tua vida e na tua personalidade? Será que tens a segurança e a força do azul. O optimismo e a clareza do laranja, ou a juventude e a coragem do vermelho?

Eu alimento-me das cores, envolvo-me nelas e sei que não teria forma de me enrolar, apenas, num branco inerte, no vazio e frieza que provoca. Terei sempre que dar enormes pinceladas das cores que mudam os meus dias, que fazem de mim este ser tão emocional, tão intenso e vivo.

Fico sempre surpreendida quando me respondem não ter uma cor favorita, ou uma menos interessante, porque temos que saber tirar partido, nós os visuais, deste maravilhoso dom. Se ao menos pudéssemos ver as pessoas pelas cores, se as conseguíssemos catalogar, percebendo de que forma irão mudar o nosso espaço, e se entrarão, em nós, com a vivacidade ou a baixa frequência que as cores provocam...

A minha cor especial, da qual sou TOTALMENTE dependente e viciada, é o azul…

É tão fácil...

É tão fácil, consegue-se, sem muito esforço, deslumbrar outra pessoa, levá-la a olhar-nos com olhos diferentes, bastando que a estudemos, sobretudo se for uma mulher, e que saibamos com o que sonham elas, o que esperam dos príncipes encantados e não falo dos que vêm com pés de barro!

Homem que é homem sabe do que padecem as mulheres, as dores que as fecham ao mundo, os beijos pelos quais anseiam e não parecem chegar de ninguém, os momentos que desejam ver aumentados, ao lado da pessoa certa, apenas ao lado, sendo abraçadas, mesmo, cuidando-as quando todos os outros acham que não precisam, porque elas já precisam de muito pouco de nós, agora são profissionais de sucesso, cultas, mas sempre no caminho de mais e mais. Viajam, determinam onde querem estar, na vida e quando, apenas continuam sem conseguir controlar os sentimentos, e é aí que entramos nós.

Isto de por vezes ter que ser um filho da puta, e de as usar em benefício próprio, não vem sem riscos, mas por mim continuo a querer co…