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Eu em mim!

travel journal. By Peter Lindbergh
Feelme/Eu em mim!
Eu, assim, na maior parte do meu tempo útil, eu comigo, a ser o que sei melhor, a fazer o que me dá verdadeiro prazer, mesmo que me venha com alguma da dor que as palavras sempre trazem, porque só podem ser escritas de forma solitária!

Tanto que já descobri sobre mim desde que me reencontrei nas palavras, assim que percebi o poder que exercem, a infinidade de sentimentos que passam e como o meu mundo consegue ser sacudido, melhorado e vivido, desde que parei de ter medo de me expor, de me passar em cada vocábulo, de ter um formato identificável, de ser única.

Ainda não saboreei o prazer de uma escrita prolongada, sem olhares de relance para o resto do mundo, sem ter que gerir, ao minuto, o que também é importante para os outros, mas já entendo alguns dos escritores que aprendi a admirar, porque afinal se nos tivermos mesmo, se mandarmos no nosso cantinho de vida, escrever poderá ser a melhor coisa, poderá até ser um dom, uma benesse, um olhar diferente até sobre o que não conhecemos.

Tanto que já aprendi a coordenar e não cesso de me surpreender com a forma, quase que automática e natural, que vou tendo de começar e terminar, de saber como dar corpo a histórias que permanecerão, contra todas as expectativas, pelo menos minhas, para o sempre que será bem mais longo do que o meu e o vosso.

Eu em mim sou esta "coisa" que parece nunca saber como parar, não de escrever, tendo bem mais do que certamente terei eu, mas sabe-me bem, sabe-me ao sabor que reconheço e que depois de provado, nada nem ninguém poderá igualar!

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

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