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Um dia lembras-te...


Silence is like a river of grace inviting us to leap unafraid into its beckoning depths. It is dark and mysterious in the waters of grace. Yet in the silent darkness we are given new eyes. In the heart of the divine we can see more clearly who we are. We are renewed and cleansed in this river of silence. -Macrina Wiederkehr, Seven Sacred Pauses


Um dia lembras-te e a mão da divina providência cai-te, de repente em cima e tu acordas, muito provavelmente da pior maneira, mas acordas e percebes que o mundo não gira à tua volta, nem uma única vez.

Temos por aí imensas pessoas iludidas com elas mesmas, a acharem que se bastam, que estão lá em cima e que os outros, mesmo os que lhes foram importantes, já não servem e se podem descartar, mas a vida arranjará forma de lhes provar que estão enganadas. Eu sei porque já vi acontecer.

Com alguns até já gastei algum latim, mas percebi que não consigo retirar a pala que lhes cobre os olhos, e que se escolheram olhar apenas para um lado, vão ter que estar preparados para abarcar o resto quando ele chegar.

Nunca conhecemos ninguém, Nunca sabemos o que desejam realmente nem porque fizeram determinadas escolhas, mesmo quando elas nos incluíam, mas vem um dia em que ficam "libertas", de nós, decidem fazer um reset e recomeçar do ponto que deveria ter sido o da partida. Se ao menos soubessem falar do que realmente as ensombra, de tudo o que são por dentro, as surpresas já não seriam tão grandes, mas a verdade é que se vive de forma envergonhada e dissimulada, o grosso de nós é o que faz, e quando os cortes acontecem o pior de cada um vem ao de cimo.

"Cuidado com a vontade, aparentemente premente, de recuperares o que perdeste, se não avaliares bem o ponto onde te encontras, poderás não ter mais nada, ou ninguém, para quem voltar!"


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