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Eu nem sei!

Feelme/Eu nem sei!



Volta e meia gostaria de perguntar se os dias dos outros terão as mesmas horas do que os meus, é porque oiço tantas queixas, vejo tanto que se deixa por fazer, que me assusto comigo e com o que produzo. Às tantas ainda vou descobrir que os meus vieram como uma espécie de castigo e que por isso são a dobrar, e não raras vezes a triplicar.

Porque se não como é que ainda leio 2 a 3 livros por semana?
Como é que mantenho um blog, debitando tantas palavras, que pareço ter uma irmã gémea?
Como cuido, literalmente assim, de 3 filhos, todos rapazes? Ainda escrevo romances, vejo filmes, mesmo que dos lamechas, sigo programas que me inspiram, novelas não porque a minha vida já é quase uma e não admito concorrência, faço caminhadas, vou à cabeleireira, à maravilhosa esteticista, à biblioteca, porque não haveria carteira que aguentasse tanto livro. Depois ainda temos as compras, dia sim e dia também, porque comer é o que se faz por aqui, e muito. Felizmente vai tudo para ajudar as cadeias de supermercados, ao invés dos tubarões da indústria farmacêutica.
E a escola? É que todos precisam de apoio com os trabalhos, com os testes, e claro que a mãe representa os outros pais e vai a reuniões com os professores, ouve muitas barbaridades, e, AH, também ela tem alunos, e aulas para preparar e exames e tudo e tudo...

Ainda podemos espremer um pouco mais o tempo e incluir o novo projecto de escrita por encomenda, com as infindáveis conversas para saber detalhes, com a escolha das capas, o tipo de letra, as fotos, as dúvidas. Já agora falamos da promoção do primeiro romance editado, as entrevistas, os convites para participações, os envios de exemplares autografados. Já se cansaram? Eu também, mas ainda não acabou. Pois, os dias, os meus, começam às 7 da manhã e terminam... bem, terminam no fim, quando caio para o lado, quando até os pés se recusam mexer, mas aqui todos vestem roupa, não adianta ir para a rua nú que ninguém nos dá nada, e como se cuida de toneladas de t-shirts, de baús de meias, todas separadas por cores, com os pares certos, já agora, e os infindáveis desejos de última hora. - Mãe e aquela t-hirt, azul? - Tem sempre que ser a que não está pronta, claro.

Juro, que não mando para a veia, mesmo que já me tivesse cruzado a mente, sou apenas eu,e sim, faço o que tem que ser feito, e não me adianta reclamar. Se alguém tiver por aí uma horita a mais que queira dispensar, quem sabe não serve para eu relaxar!



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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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