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Não mata, não!

Feelme/Não mata, não!


Mas mói, e TANTO. Deixa-nos com um vazio que ninguém parece ser capaz de preencher. Não vou morrer por não te ter, mas vou, certamente, continuar a sentir a dor que me infligiste quando decidiste, e não por mim!

Quem deixa de estar do nosso lado, deveria poder apenas ir, sem pedaços soltos, para que iniciassem um novo percurso, um e outro, sem que ficassem mágoas, um no outro, não ficando lembranças amargas, um do outro. Isso sim seria um mundo ideal, porque o amor e o desamor deveriam ser livres, com uma vontade própria, como até o são, mas entendíveis e de leitura fácil.

Ninguém deveria ter que pedir o que lhe cabe por direito.
Ninguém deveria precisar de buscar o que está, sempre, disponível, em outros lugares, e em muitas outras pessoas.
Ninguém deveria ter que chorar quando sorrir é o que faz o mundo correr, da forma certa.
Ninguém deveria ter que escrever sobre o que niguém quer recordar, porque de uma forma ou de outra, já estivemos, todos, um dia lá, aí.

Onde foi parar a pessoa que viste antes, eu? O que mudou quando a tiveste, quando a sentiste mesmo, a mim? O que foi que te induziu em erro e te matou o que pareceu ter nascido, do nada, mas de tudo, e de um dia para o outro?

Quando as perguntas se mantêm assim, sem qualquer resposta que satisfaça, morrer mesmo não se morrerá, mas ficarão dúvidas que se espalharão qual vírus, crescendo e destruindo tudo à sua passagem.
Quando o que esperávamos não se concretiza, precisamos de saber como fechar, arrumando, e seguindo em frente, até que o que foi, deixe de o ser.

Não me mataste, disso tenho eu a certeza, mas moeste, bem forte e agora vou ter que esperar, não sei por quanto tempo, até que volte a acreditar!




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