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Quando o sofrimento não tem nome!

Feelme/Quando o sofrimento não tem nome! Etiquetas: Sentimentos!
Imagem retirada da internet

A razão pela qual tantos penam por aí, prende-se com o simples facto de não saberem que sentimento pôr ao fim de uma relação!

Nós somos seres pensantes, está bem, eu sei que uns mais do que outros, mas a realidade é que precisamos de perceber se o que sentimos é ódio, raiva, amor, não importa o que seja, mas o resultado tem que estar definido e claro. Quando os homens se queixam de que não entendem as mulheres, mesmo que para isso não façam qualquer esforço, é apenas porque não estão atentos, mas eu vou explicar, again! As mulheres rotulam tudo, gostam de nomes para cada ser ou objecto e quando não o encontram, põem-se a bater com a cabeça, com a sua e a dos outros, até que se faça luz. Mas porquê prolongar dores, o que ganham "vocês" afinal?

Eu vou fazer uma analogia violenta, mas quem sabe assim não mudam de ideias. Quando uma mãe perde um filho, e digo mãe porque nós somos mais guturais e é de nós que eles nascem, mas não estando de todo a minimizar a dor dos pais, ela nunca mais poderá voltar a ser a mesma, mas se souber do que morreu, o porquê e onde se encontra, consegue pelo menos carregar o coração com mais coragem. Quando temos perdas como as da mãe do Rui Pedro, sem respostas, sem um corpo, sem sons que expliquem o que a rasga por dentro, jamais voltará a ser pessoa e muito menos mulher, o que lhe arrancaram foram todos os membros importantes e vitais.

Posto isto e não me alongando mais por um caminho que me faz estremecer só de o pensar, quero que entendam que uma mulher precisa de um ponto final, e que quando ele existir, deve ser colocado e devidamente sinalizado. Garanto-vos que desta forma ela seguirá viagem, a fazer o luto, demorando o tempo que lhe couber, mas sem olhar para o passado que será apenas isso, e ela entende-lo-à.

Quem já foi nosso e a quem supostamente amámos, pelas razões certas ou erradas, merece um fim.
Quem esteva na nossa pele e nos passou um prazer que certamente teve efeitos, merece uma palavra, mesmo que escrita numa folha de papel reciclado.
Quem já não nos estremece o corpo, tem o direito de manter o seu próprio corpo e juntá-lo a quem puder chegar, porque apenas assim ela o permitirá.
Quem não for nosso, merece ser de alguém, porque é a natureza que o reclama.

Os nomes existem, já foram todos inventados, por favor usem-nos!


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