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Os medos!

Feelme/Os medos!


Os tais que chegam quando menos precisávamos, quando até já parecíamos ter sido convencidos...

Os medos terão talvez uma função definida, mas que nos poderão atrasar os passos, fazendo-nos recuar nas decisões que já pareciam ter sido tomadas, e de forma acertada.
Os medos deverão ser lidos e entendidos, porque as razões até poderão estar disfarçadas, mas serão tão ou mais válidas quanto nos esforçarmos por as contrariar.

O ser humano resiste à mudança porque necessita de conforto, de segurança, sem entender que eles são tão ilusórios quanto o medo de não ser bem-sucedido. Não temos garantias de nada, apenas de manter vontades, ou de as mudar para melhor nos adaptarmos.

O medo dos recomeços, dos compromissos, dos amores novos, do largar de antigos.
O medo de não ter quem julgamos ter.
O medo de não termos um lugar, quando o nosso já estava definido.

São muitos, tantos, quanto mais fértil for a nossa imaginação, mas a verdade é que é possível deixar de sentir medo, devagarinho, com sensibilidade e bom senso, sem querer tomar o mundo todo de uma vez só, estando disponível para ouvir com atenção, o coração, as dores, os desconfortos, e todos quantos nos rodeiam, porque mesmo no meio de muito barulho, se estivermos tranquilos saberemos retirar os sons certos.

Sentes medo de cada vez que o que esperavas ouvir não chega.
Sentes medo quando sentes que dás mais do que recebes.
Sentes medo de não estar a fazer a leitura certa.
Sentes medo porque ter medo te dá imensas desculpas que usas para não parares de ter medo.

O medo tem mantido a humanidade, mesmo que de forma periclitante, mas chegará uma altura em que teremos que avançar, parando de lutar contra fantasmas e aceitando a verdade, porque mesmo que se venha a provar dolorosa, será a nossa, e depois de revelada, poderemos reconstruir-nos com o que restar.

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