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Feelme/Se...



Se eu te amasse como se perder-te fosse uma inevitabilidade, talvez não te tivesse tomado por garantida, a ti e ao que sentes por mim!

Eu sei, meu amor, que já me deste, em pouco tempo, muito mais do que alguns conseguiram numa quase eternidade. eu sei do que fazes, a cada dia, para estares por perto e por cumprires tudo o que me prometeste, segurando-me, e não apenas o corpo.

O tempo tem-me fugido, a uma velocidade que receio não saber reverter e por isso querer-te, à tua maneira, passou a ser a minha prioridade.

Se eu já tivesse aprendido, lá mais atrás, certamente que não terias do que reclamar e a presença que quase desprezei, achando que estarias sempre, tem rareado, mesmo contigo por perto. O teu olhar já vagueia, de quando em vez. O teu sorriso vem mal me olhas, mas o que os teus lábios calam assustam-me, começas a fazer-me uma falta inexplicável, porque sinto que te estou a perder, sem volta. O meu corpo arrepia-se, por nada, sem motivo aparente, e ligo-te de imediato, para me certificar de que ainda não te foste, de mim, levando o que me impediria de continuar vivo.

Porque terei eu complicado o mais fácil? De onde tirei a ideia de que ter o teu corpo, no meu, seria eterno? Porque deixei fugir o tempo de que preciso agora para te provar, sem que o duvides, que não te quero perder?

Se eu te amasse como tanto te esforçaste para me ensinar, estaríamos, os dois, a caminhar sobre o luar, deixando que a luz nos banhasse e que abaixo de nós a noite não nos apagasse.
Se eu te amasse, como tantas vezes pediste, aninhando-te em mim como uma menina de quem deveria estar a cuidar, o meu medo não circularia, agora, mais veloz do que o meu pensamento.
Se eu te amasse como se te pudesse, mesmo, perder, estaria agora a envolver-te, TODA, de mim, e todo o meu cheiro e sabor se implantariam em ti para nunca mais sair.

Se...

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