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Sem tempo!

Feelme/Sem tempo!


Nunca sabemos quando podemos, de repente, ficar sem tempo, sem chão, sem projectos, porque todos os que nos atrevemos a fazer, simplesmente caíram!

Sem promessas, apenas a ser, todos os dias, mais um pouco, vou-me levando e ajudando a que saiba onde pisar, mesmo que erre, pelo caminho, e é claro que erro muitas vezes, ainda. Parece-me demasiada pretensão achar que controlo alguma coisa, mas se perder a convicção de que o faço quando o desejo, passarei a sentir o tempo fugir-me, mais rápido do que o faz já.

Não quero ficar sem tempo para mim, não posso deixar para trás o que me faz feliz, mais completa e capaz de superar cada revez. Não quero tornar-me amarga, zangada com o mundo e com quem parece proliferar de forma negativa, como o fazem alguns cogumelos selvagens, muito bonitos à vista, mas extremamente perigosos, e até mortíferos. Não quero deixar de querer quem me quis, sem que o pedisse, mas que acabou por se instalar.

Sem tempo para mim deixou de ser desculpa, mesmo que nunca a tivesse usado, conscientemente, agora todos os segundos que sobrarem serão meus primeiro. Poder, só que seja, olhar para onde há verde e brilha o sol, sem que nada ou ninguém me cobre, de forma tão tranquila que sinto rejuvenescer cada célula, passou a ser uma prioridade, um desejo que sei como manter vivo.
Sem tempo para quem amo também não será mais possível, porque o que faz de mim este ser que parece ter reservas infindáveis de amor, é todo o amor que sei que me tem.
Sem tempo para o meu tempo, never again, já tenho o calendário bem delineado, agora só tenho que o seguir, olhando-o todas as manhãs, não vá o meu cérebro pregar-me partidas.

As promessas que precisamos de aprender a cumprir terão que ser as nossas, porque depois de o conseguirmos, nada mais voltará a ser tão difícil que nos afaste, irremediávelmente, de nós. Eu comecei a fazê-lo, no primeiro dia do resto da minha vida!


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