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Eu, e eu também!

As gémeas islandesas Erna e Hrefna são como Yin e Yang | P3:
Feelme/Eu, e eu também!


Que eu, sou duas, eu e eu até já o sabíamos, mas que uma tinha, por norma, superando-se pelo melhor, deixando cair as ideias parvas da "outra", e retirando-lhe o poder, isso também já o sabíamos. Então e o que mudou?

Mudou a gerência, ano novo, novas normas. Se uma delas geriu mal a vida de ambas, há que saber dar a mão à palmatória e repensar estratégias.

Que mal há em se ser mais duro, mais obstinado, com mais fel em vez de mel? O mundo de qualquer das formas até já é assim. Acham que fiquei sem reservas de amor? NÃOOOO, direccionei-o, para as pessoas certas, para o meu mundo, aquele que "eu" domino. "Eu", a outra.

Eu, a nova, aprendeu da forma mais dura a não confiar. Não por uma razão em especial, mas apenas porque as pessoas não são confiáveis, mas isso até a outra sabia, apenas entendeu que todos merecem uma segunda chance, coitada!

Fazer o que nos fazem, tratar como nos tratam, isso sim está certo, e não devemos dar nem mais uma migalha que seja, porque quem nunca for, jamais o poderá ser. Acham que estou azeda e zangada? Uiiii, não me queiram ver se o ficar mesmo. Esta, sou eu a ser analítica, distante, matemática, sem lamechices, sem segundas oportunidades, sem palmadinhas nas costas, e por favor não mas tentem dar.

Numa coisa eu e eu também concordamos, mudar é preciso de cada vez que a nossa postura deixar de fazer sentido. Sempre que o sucesso emocional falhar. Quando formos tão desiludidos em relação à capacidade de termos alguém igual a nós, desistindo de querer competir com os anjos.

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