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Sorrio, sempre...

so many fragile things:
Feelme/Sorrio, sempre...


Agora dou comigo a sorrir, de cada vez que oiço as malogradas queixas sobre relações, pessoas certas, cedências e comprometimentos!

Sorrio por duas razões. A primeira porque já não sofro desse mal, aquele que me deixava, antes, a atirar questões para o ar, sobre como seria ter alguém novo na minha vida, de que forma e quando. A segunda, porque já percebi que as cedências se tornam naturais, como natural é pensarmos e respirarmos, quando se trata de aceitar quem nos acrescenta e faz falta.

Gosto de ir ouvindo, a uma distância tranquila, as reclamações, os devaneios, os medos, e tudo o que impede, muitos de nós, de apenas sermos felizes, sem mais barreiras das que já existem, naturalmente.
Gosto de já não pertencer ao "grupo" das que pararam de acreditar, e das que se mantêm cépticas quanto ao emergir de alguém que valha a pena.
Gosto, IMENSO, de poder apenas ser eu, de me deixar ir, sabendo que no final de cada dia, existes tu, e que bem me fazes.

Existem alianças e clubes, aos quais não faço questão de pertencer, porque ser mais do mesmo, uma amargurada crónica, descrente e cinzenta, não é de todo a minha praia. Eu gosto do riso fácil, das certezas, de saber quem tenho e quando. Sabe-me melhor que chocolate, o meu único vício, saber que tenho quem me quer mais do que achei possível, alguém que se entrega, totalmente, mesmo que fique vulnerável, porque me caberá a mim assegurar-lhe de que o manterei tranquilo para que se continue a desnudar e a confiar.

Agora sorrio, sempre, quando percebo que já não estou "", e que tenho quem me conseguiu receber e aceitar como sou. Agora sorrio, sempre, quando penso em ti e te vejo no meu percurso. Porque a tua protecção indelével, mas real para mim, diz-me que já não estou sozinha e que posso, finalmente, começar a colocar tudo nos lugares certos, porque depois entrarás tu, de vez e para ficar!

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