31.3.16

Pensamentos!


E se tivessemos apenas uns minutos?

The Shadows That Will Be:
Feelme/E se tivessemos apenas uns minutos?Tema:Pensamentos!
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E se o tempo que nos forçarem a partilhar não chegar? E se no final do pouco que nunca será bastante, ainda estivermos como começámos? Mal, sozinhos, numa solidão que não passa? E se tivessemos apenas uns minutos, do que falaríamos?

Existem distâncias que não conseguimos mudar, deixando de poder aproximar o que se manteve demasiado longe. Existem momentos que não conseguimos reverter, e que precisávamos de ter mais longos para nos fazermos sugar num desejo que não se esgota, que não basta, e que não nos sossega.

Não são apenas os começos que nos deixam assim, com esta sensação de estarmos a entrar em vidas que esbarraram na nossa. Não são apenas os primeiros beijos que sabem a sabores novos, todos os outros, dados por quem e a quem nos sabe a uma mistura única, nunca mais poderão ser igualados, e nunca teremos lábios nem bocas que se assemelhem. Não são apenas os enamorados que namoram, todos os outros, os que sentem, que os minutos, mesmo que muitos, nunca serão suficientes, acabam a não deixar acabar o que começou, mesmo que há muito, e mesmo que não se lembrem quando.

E se tivesses, tu, apenas uns minutos, será que saberias o que dizer, com a intensidade que o outro precisaria de ouvir? Pensarás, sequer, nisso? Estarás, mesmo, pronto para quem, aparentemente, está pronto para ti?

E se tivessemos apenas uns minutos, onde estaríamos?

Pensamentos!


Amar no silêncio!



Acabei de ler um poema de Cândido Arouca, enviado pela minha amiga Paula Gonçalves e que bem que me soube!

Amar no silêncio tem diversas formas e interpretações. A melhor de todas e vou começar pela que mexeu mais comigo, chega quando tudo o que desejávamos chegou. Quando conhecemos o outro, tão bem, que já respiramos o mesmo ar e já sorvemos todas as palavras importantes. Os silêncios instalam-se, mas de forma confortável, segura e tranquilizadora. Pouco haverá mais a dizer, quando tudo foi dito, no tempo e momento certos.

Amar no silêncio sabendo que o outro nunca duvidará do que sentimos e que lhe daremos, mesmo que no silêncio, o que precisa para continuar a sentir-se amado. Amar no silêncio implica muito toque, olhares cúmplices, sorrisos que saram as dores do corpo e abraços que restauram dias mais cinzentos.

Quem não sonhou já, ter do seu lado, caminhando com passos certos e acertados, quem saiba de nós como nós mesmos? Quem nos encontre de cada vez que arriscamos perder-nos e quem nos salve dos muitos infernos para os quais nos atiram, vez sim e vez também? Quem não deseja, com muita determinação e força, acabar os dias junto de quem disse, falou, respondeu e perguntou, sempre que pôde, até que deixar de fazê-lo fosse apenas uma melhoria e não um retrocesso?

Comecei pelo bom, mas vou deambular pelo pior dos males, sobretudo para mim, mulher das palavras. Os silêncios! Quando são impostos. Quando não dizem o que precisamos de ouvir. Quando carregam para o outro lado de nós, quem queríamos por perto, magoam mais que palavras amargas.

Amar no silêncio pela impossibilidade de amar mesmo, pelo afastamento e pela recusa do outro em se dar, dói, rasga, corrói e mata de mil mortes não identificadas ainda.

O que eu sei. O que eu quero. O que eu exijo, sobretudo de mim, é terminar os meus dias ao lado de quem me saiba amar assim, com todas as palavras que os silêncios bons carregam. Não aceito nada menos do que isto!

30.3.16

Pensamentos!


Sei pois!

It's a love story:
Feelme/Sei pois!Tema:Relações!
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Sabes que te amo? Nunca deixamos de nos perguntar e a resposta é, invariálmente, a mesma para um e para o outro. Sei pois!

Tenho que saber, porque tu fazes questão de me lembrar mesmo que não seja possível esquecer que me queres desta forma. Tens que o saber tu, porque nunca me inibo de o dizer, vezes sem conta, as mesmas que preciso, eu mesma, de saber porque sei de ti, assim.

Já sei tantas coisas sobre mim, desde que entraste e te instalaste. Sei que passei a estar, pronta, que os meus medos se reduziram, e que a minha coragem, sobretudo a de te seguir, passou a um estágio que não poderá ser interrompido. Sei que acrescentas, em mim, o que me faltava e que deixas tudo o resto, com uma pequenez que assusta. Sei que já ninguém me absorve como o fazes tu e que a minha paciência, a tal que vim trabalhar, se ampliou para os que sabem do amor e diminuiu substancialmente, para os que ainda duvidam. Sei que me deixaste mais atenta, sobretudo ao que passo para ti, porque estás em primeiro lugar, bem ao meu lado, e porque nunca usarei, de forma ligeira, o que não te aligeirar o coração. Sei que por ti e contigo, tudo o que conquisto tem um sabor muito especial e que as nossas regras, as que vamos criando, a cada dia, servem para que nos continuemos a servir, amando-nos da forma que o outro sente, sem qualquer réstia de dúvida.

Tanto que sei já e tanto que vou precisar de saber, ainda, para que fiques no lugar certo, para que nunca precises de perguntar duas vezes, e para que sintas, com toda a naturalidade, porque te quero como apenas eu consigo.

O que ainda não sei, e ainda pergunto, sempre que olho para um passado que serviu de muito, e que fez de mim tudo o que sou hoje, é porque não antes, porque não sempre, e porque não a minha vida toda. Pergunto-te, até a ti, onde andaste para que não te tivesses cruzado com a única mulher que te foi confiada, logo que pisaste este pedaço de tempo que teria que ser nosso. Ainda vou fazendo umas quantas perguntas, mas algumas até já sei. Sei que te amo. Sei e pronto!

Pensamentos!


O que quero de ti!

Feelme/O que quero de ti!


O que quero de ti, até já tenho, mas quero mais, muito mais e sei, sinto e pressinto, que apenas tu terás forma de me dar o que esperei, até quando não esperava para não desesperar!

O que quero de ti, é esse amor que me injectas e com o qual cobres cada aresta, todos os cantos e recantos de uma existência que começou, agora, a fazer sentido.

O que quero de ti, é que consigas sentir-me a querer-te da mesma forma, com a mesma intensidade com que fazes tudo, devolvendo cada sentimento, estando, inteira, de cada vez que precisares de mim, e esperando que precises, sempre.

O que quero de ti, é que me saibas sempre ler, que me continues a ver como consegues, usando cada pedaço da nossa história para escrever uma nova.

O que quero de ti, é que te sintas confortável, e te instales, na minha vida, a que passou a ser a tua.

O que quero de ti, foi o que descobri quando me descobriste e que mantenho, religiosamente, ligado a mim, ainda com muitos medos, mas apenas os que te poderão levar, porque tudo o resto domino eu.

O que quero de ti, digo-te e esforço-me para que o entendas, a cada dia, com cada som que as minhas palavras terão que carregar, porque esta sou eu, a mulher que sempre imaginaste ter.

O que quero de ti é tão simples, que os de alma mais vazia terão dificuldade em entender, mas eu sei que tu sabes, e sei, também, que terei de ti, tudo, sempre e para sempre.

Pensamentos!


Caramba amor...

♡ ~ N@ughty Nurse ~:
Feelme/Caramba amor...Tema:Sentimentos!
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Quando eu digo isto, quando chego aqui, já entrei em desespero, e já tu começaste uma viagem que levaremos muito tempo a interromper!

As palavras têm MESMO imenso poder, e uma dita e pensada de forma errada, faz despoletar um desconforto que se alastra e que nos corrói por dentro.

Eu sofro sempre, duas vezes, por mim, pelo que me dizes, de forma fria, muito distante do que és para mim e por ti, pelo que te fiz sentir e não consigo apagar. Caramba meu amor, tu sabes que nunca serei capaz de te magoar, não deliberadamente, não com vontade ou sequer necessidade de te sentir sofrer, porque quando estás mal eu estou mal, quando sentes a dor invadir-te pela minha insensibilidade, eu torno-me mais sensível ao teu respirar pesado e descompassado e acabo a sofrer, duas vezes.

Gosto tanto do teu riso descontraído, das palavras doces com que me confortas quando és tu que precisas de bem mais, de tudo, de mim e da minha capacidade de te amar de forma incondicional, a querer-te em tudo o que quero e a ver-te por todos os cantos de uma vida que mudou para melhor, desde que te tenho. Gosto das emoções novas que te passo, com as certezas que irás ter quando me tiveres, mesmo e toda. Gosto da ideia de te pertencer, de já não precisar de mais nada, nem de ninguém, para que o meu percurso se mantenha firme e determinado, contigo na rectaguarda. Gosto, TANTO de ti, que quando o teu riso se quebra, o meu apaga-se e eu apago-me com ele.

Caramba amor, acredita em mim sempre que te disser que não queria deixar-te como ficas quando te fechas, quando desistes de me entender e te focas no que fiz, sem me aperceber. Acredita que cheguei até a ti para ficar, e que apenas tu me poderás mandar embora, de volta a uma vida onde ser apenas eu deixou de fazer sentido. Caramba amor amar-te é mesmo isto que eu faço, até quando me engano e erro, mas sabendo em cada minuto, que se tornou o meu feito mais importante, a juntar a todos os outros que já tenho e que manterei, como espero manter-te a ti.

Esta sou eu, e serei sempre, mesmo que erre e até quando te magoe, mas esta é a mulher que escolheste e que te ama com palavras, coração e uma alma que o corpo aprisionou apenas para ti.

29.3.16

Falar de nós!

Feelme/Falar de nós!


Falar de nós, aos outros, tem-me importado muito pouco, porque não te exibo como um troféu, e porque não te encaixas em nada ou ninguém que tenha já conhecido. Falar de nós, do que representamos, um para o outro, certamente que apenas iria confundir uns quantos, por isso inibo-me de o fazer, e deixo para mais tarde o que já temos, há muito, no nosso agora.

Não me apetece dividir-te, nem sequer explicar do que és feito. Não me apetece "gritar" a umas quantas pessoas, que elas ainda não sabem o que é amar, nem o que significa ter quem as ame, como o fazes tu. Não me apetece repetir-me, dizendo-lhes que o óbvio sê-lo-á sempre, e que na dúvida deverão desistir, fugindo para o mais longe que puderem, porque o amor não suscita dúvidas, e porque querer, alguém, mais do que a nós mesmos, é que está certo, e faz de nós a pessoas certas.

Se eu "te" contasse, de que forma os meus dias rolam agora, "tu" que até me conheces há muito, ficarias com ar de espanto, e envolta em sentimentos que ainda não pudeste viver, porque não aprendeste a amar, assim, e porque nunca foste amada, assim. Se eu te relatasse os nossos momentos, os meus e os de quem virou o meu Universo do avesso, ficarias com algum medo, talvez com muito até, de não vires a sentir, na pele, no corpo e na alma, alguém que parece ter sido feito, TODO, para ti, planeado com tanto cuidado, que apenas assim teria o cuidado que nos cuida.

Falar de quem tenho, de quem chegou até a mim, de quem pedi até sem palavras, cansa-me, porque preciso de cada ponta de energia para propagar o que sempre tive. Falar do homem que me enche a alma e que me deixa ser eu, em todo o meu percurso, nunca me inibindo de lhe dizer o que nos faz falta a ambos, roubar-me-ia o tempo que lhe pertence.

Vou tentar deixar, aqui e ali, uns borrifos de tudo o que acabei a receber, porque talvez assim te entusiasme, para que procuras aquilo a que tens direito, mas nunca deixando de dar o que te também te cabe. Vou tentar que percebas, de alguma forma, que terás que te empenhar, muito, para que sintas o que estou a sentir eu, agora, e para que possas, também tu, gastar todo o tempo com quem importa mesmo.

Pensamentos!


O tudo e o nada!


Feelme/O tudo e o nada!Tema:Relações!
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Quando falamos de nós, temos que falar da confiança, do amor que nos une, do desejo de nos continuarmos a desejar e dos medos que nos assolam, aos dois, de nos perdermos, perdendo-nos para nós!

O Tudo é sempre que te posso ter, de cada vez que ficamos, tranquilos, num namoro que se prolonga e do qual não nos cansamos, desejando prolongar as horas que passam a minutos.
O Nada é de cada vez que nos "fugimos" e não conseguimos dar um ao outro, o que cada um tem, vendo os minutos transformarem-se em longas horas.

Já sei o que quero e o que preciso de ti, há algum tempo. Sei sobretudo que não quero continuar nesta vida, e neste meu percurso, se tu não estiveres. Sei que contigo os planos podem ser feitos, e já estão a acontecer. Sei que passei a ter mais responsabilidades, e uma delas passa por te incluir, em mim e em nós.

Ontem o nosso pedaço de Tudo foi tão bom que nos tranquilizou e recordou do que fazemos, "aqui", tu e eu. Ontem o Nada ficou longe, mas perto o bastante para nos lembrarmos do que significa não nos podermos ter. Ontem pudemos alimentar-nos, um pouco mais, dizendo, um ao outro, o que os últimos dias nos roubaram e que quase nos impediram de funcionar. Ontem, fui, mais uma vez, recordada de como é importante, sabermos de nós, sobretudo eu de ti, porque sofro duas vezes, é inevitável. Eu sei a falta que te faço, pela falta que me fazes.

O meu primeiro Nada foi bem doloroso, e fez-me desvalorizar os que apenas andam, por aqui, à espera não sei bem do quê, reclamando do que não permitem acontecer, por preguiça mental, pela enorme incapacidade de se decidirem, de saberem ao que vieram. O meu primeiro Nada apenas serviu, de forma ainda mais forte, que eu percebesse que o que importa permanece, e que quem nos quer, verdadeiramente, não desiste de nos ter.

Obrigada por estares desse lado, assim, com o Tudo que me dás, até quando falho sentir-te. Obrigada, homem da minha vida, por seres quem preciso para superar todos os Nadas que ainda virão até nós!

27.3.16

Na minha voz!

Feelme/Na minha voz!Tema:Sentimentos!
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Vem de dentro, sai de mim e comigo, mostra do que sou feita e não passa despercebida, a ninguém, nem poderia!

Na minha voz estou eu toda, cada pedaço do que consegui construir até chegar onde estou. Na minha voz estão os anos de risos e de lágrimas, o crescimento a que me forcei, e as quebras que não pude evitar. Na minha voz ficaram todos os amores, cada olhar que me olhou mesmo, e todas as conquistas que agora ergo como troféus, Na minha voz estás tu porque é de ti que falo, é a ti que digo o que me vai na alma, e é por ti que amo com palavras que nunca terão forma de se esgotar. Na minha voz, e com cada tom mais grave ou agudo, está o que sei fazer melhor, estão anos de uma vida que não trocaria, mas que gostaria de sentir mais livre e ligeira. Na minha voz, por vezes, fica tanto, que pouco mais me resta para dizer ou escrever.

Poderia, porque até tenho forma de o fazer, explicar-te do que falo quando falo, para ti. Poderia deixar-te entender o que continuas a negar-te, sendo mal sucedido no sucesso que já esperaste ter, lá atrás. Poderia passar-te os sons que mudam tantas vidas e humores, mas nem sempre a voz me sai da forma certa. Por vezes é apenas minha, para mim, importando-me, muito pouco, com o que importa aos outros.

Se eu a usasse, sempre, como me pedem, faria, muito bem aos que não sabem, não ainda, qual a voz que têm. Mas tenho que manter, comigo e para mim, a única coisa que tem um tom, um som, dentro de todos os sons de que sou composta. Se eu a usasse, mais vezes, para te agradecer a voz que me fazes libertar, talvez ficasse sem conseguir falar, ou falasse apenas do que acredito, deixando mudo o mundo do qual fujo até quando falo.

Na minha voz e até sem ela, estarei sempre eu, prometendo que nunca te deixarei indiferente, porque uso os sons para falar do que importa, e seguro os tons para não arriscar dizer o que não adianta.

Pensamentos!


Eu tento, todos os dias...

Feelme/Eu tento, todos os dias...


Eu tento, viro-me e reviro-me, a cada dia, para te ter e incluir, mas não tem resultado. Estou a ser bem mais pequena do que o que nos deixa, assim, um sem o outro, e o meu limite está a aproximar-se, a passos largos.

Eu tento, todos os dias, meu amor, ser forte para que o sejas também tu, mas já não estou a conseguir, metade de mim não sabe o que fazer mais, e a outra metade nem se reconhece, deixando, por aí, soltas, sem qualquer nexo, as palavras de todas as canções que ouvia, uma e outra vez, para me recordar de ti.

Não estou a conseguir, está a doer, tanto, que me magoou só por respirar.
Não estou a saber enfrentar o que até sabia ser possível.
Não estou, a ser eu, fraquejei, lá atrás, e não consigo reencontrar-me.
Não estou a conseguir estar sem ti, e precisar, TANTO, que se não te apressas, vais ter muito pouco para levar.

Tanto que me sobra. Tanto que me falta fazer, cada dia mais. Tanto que cuido de te incluir, mudando o que te trará, até nós, mas tanto que preciso de ti, que tenho medo que sobre muito pouco, que apenas vá restar o NADA de mim, porque afinal quando quebro, e quebrei mesmo desta vez, fico sem saber como me voltar a reerguer.

Juro meu querido, juro que tenho tentado, que vou respirando, e movendo todos os músculos para que não deixem de funcionar. Juro que até sei viver sem ti, mas não quero, não posso, porque apenas contigo faz sentido e vale a pena. Juro, que sobreviverei, a ti, e que voltarei a mim, se tiver que ser, se tiver que parar de me resistir, mas para já e agora, estou a tentar, todos os dias, manter-me onde e como faço falta aos outros, deixando-me a mim vazia, talvez para que entres tu.

Eu tento, todos os dias, não me restam muito mais!

26.3.16

Estiveste sempre na minha cabeça!

<3 Black Tie Affair:



Poderia até não ter sido assim. Poderíamos, os dois, nunca ter estado na vida um do outro, mas a verdade é que já te conhecia e saber quem eras tornou TUDO muito mais fácil!

Eu: Nunca vou ter forma de te agradecer teres-me procurado. Nunca poderia saber, se não tivesses chegado, como é bom ser gostada assim. Ser amada por mim, pelo que representei na tua vida e por tudo o que acreditas ainda ser capaz de te dar. Será que sempre te amei e não sabia? Será que quando te quis, achei que querer-te seria demasiado e por isso te deixei ir? Será que teria havido forma de te segurar?

Tu: Estiveste sempre na minha mente. Estiveste sempre comigo, nos momentos menos bons e nos quais desejei que fosses tu, a mulher que tenho agora. Estiveste até quando achava que não estavas, porque recordar-te era doce, tranquilo e permitia-me sorrir.

Eu: Ao que me saberia um abraço teu? O mesmo pelo que espero agora, ansiosamente. Ao que me teria sabido o beijo que te neguei? Se ao menos me tivesses beijado já...

Tu: Estiveste sempre na minha cabeça. Estiveste comigo e na minha vida, tantas vezes que falar de cada uma levaria muitas mais vidas. Estiveste comigo de cada vez que chorei pelo amor que ainda não sentira. Estiveste comigo, como estás agora, sem nunca te ter dito o que não deixo de dizer hoje, porque te tornaste o que esperei e passaste a ser quem desejei tanto. Estiveste sempre na minha cabeça amor e sei, tal como sabia antes, que preciso de saber amar-te o bastante para que me ames como nunca duvidei.

Eu: Quem sabe não te segurei, mesmo, e não me senti segura, contigo, de cada vez que saboreava um sabor novo, e ria até do que não parecia ter graça. Quem sabe, o nosso ontem não foi apenas uma passagem, e um caminho, até ao que somos e nos tornámos. 

Tu: Estás aqui minha pequenina, vieste até mim quando te chamei porque não poderias ter recusado quem afinal te foi destinado. Estiveste sempre na minha cabeça e nunca te deixarei ir, não agora que já sei quem és realmente.

Eu: Estou aqui meu amor, porque ao chamares-me, soube que eras tu e porque estive sempre na tua cabeça.

Pensamentos!


24.3.16

Corri, apressei-me, mas adiantou muito pouco...


Os meus dias já eram completamente devotados a ti, ao que representas para mim e a tudo o que me proporcionas, até deixarem de ser, porque nada pode ser tomado por garantido. Nenhuma parte de nós deve ser sobrevalorizada, ou diminuída, porque teremos dias, sobretudo eu e tu, em que não nos conseguiremos ter. Nesses dias, ainda não sabia eu, ficarei vazia e mesmo que me apresse, nada adiantará porque não estarás lá, nem aqui.

Não posso esperar que corra sempre bem, mas já estava a ser tão bom. Já conseguia sentir-te, tanto e tantas vezes, que nunca esperei pelo que me esperava, desta forma quase cruel. Não deveria querer demasiado, deveria saber proteger-me, mas não quero, nem consigo. Quero querer-te da mesma forma ou mais ainda.

Hoje meu amor, corri tanto, apressando-me numa pressa que de pouco me adiantou, mas porque acreditei que estarias onde estás sempre e que me iria alimentar de ti, bebendo de cada palavra e som, sugando cada sentimento carregado dos "amo-te" que nunca paramos de nos oferecer um ao outro. Hoje foi tão pouco e durante tão pouco tempo, que me soube ao que não reconheço. Teve um paladar amargo, cheio de tudo o que o nada me ofereceu. Hoje, mais de 96 horas depois, o que ouvi veio com sons que não chegaram ao lugar certo e que não conseguiram preencher o vazio que se instalou. A ser um teste, chumbei. A ser um teste, percebi que sem ti nada tem sal, nem sequer mel. A ser um teste, descobri que assim não consigo ser eu!


Para saber a diferença, basta saber-te!

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Nada, nem ninguém antes de ti, me deu ou conseguiu sequer, aproximar-se do que és e tens para mim!

Para se perceber de que forma alguém é, verdadeiramente importante para nós, basta que se olhe para o que está e para o que esteve. É o que faço agora, e acabo, inevitávelmente a perguntar-me como fui eu capaz antes, de aceitar TÃO POUCO, quando o que existe é exactamente o que eu tenho e sempre dei?

Para saber a diferença, e eu já a sei porque a sinto e porque a tenho em ti e contigo, basta saber-te. Basta olhar-te e ver como olhas para mim, com o cuidado de quem quer cuidar-me. Tu és, já eras muito antes de o saber, a única pessoa que poderá acertar os meus passos, acertando os desejos que tenho de estar aqui, como devo, como posso e como mereço, contigo.

Que ciúmes tenho de quem te vê e dos que te partilham de alguma forma. Sinto ciúmes até do ar que usas para te manteres vivo, porque queria-te todo, queria-te para mim, sempre. Precisava que não precisasses de mais nada, nem de mais ninguém. Tenho ciúmes, não de forma distorcida, apenas num formato que me deixa a querer mais do que tenho já, porque até te tenho todo.

Já sei a diferença. Já percebi o que distingue uns de outros. Já sei do que são feitos uns quantos amores, porque não são feitos de nada, têm muito pouco e são capazes de coisa alguma.

Bastou-me saber de ti. Bastou-me conhecer-te e sentir-te, para saber que o que tive nunca poderia ter-me chegado. Bastou-me amar-te como o faço já, e acredito tê-lo feito sempre, para entender que és tu quem tem o que preciso. És tu quem me dá o que nem peço e quem me vê como faz sentido. Eu contigo, nós no lugar que nos pertence e tu a seres o que já entendi, o homem da minha vida.

23.3.16

Pensamentos!


Existem mulheres, assim!

Feelme/Existem mulheres, assim!Tema:Pensamentos!
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Existem mulheres que nunca serão compreendidas, que terão vindo com uma marca que as deixa marcadas e que apenas encontrarão um lugar, um tempo e paz, enquanto se esconderem de todos!

Caminhos paralelos, realidades que se cruzam, mas que ninguém parece reconhecer. Sorrisos fechados em lábios que muitos desejam beijar, mas que não têm sabor, não o que lhes passaria os sabores do mundo, aquele onde estiverem a viver.

Existem mulheres que não respiram o mesmo ar, que parecem ter chegado do nada, partindo quando ninguém olha, e regressando quando todos ainda dormem os mesmos sonos que matam os sonhos e que rasgam os desejos de quem se atreve a desejar mais. Existem mulheres assim, incompreendidas, com olhos que sabem ver para lá de qualquer olhar. Existem mulheres que nem as outras mulheres conseguem aceitar, porque trazem uma aura de cores que as cores não reconhecem. Elas estão por aqui, contam mais do que muitas contarão e transformam, para melhor, o que não se percebe mesmo quando se torna tão perceptível, que ignorá-las será provar os medos que o medo maior provoca. O de não entender e o de não saber tocar quem nos toca.

Ter uma pele que não envelhece. Uma sabedoria que perdura e um coração que não sabe magoar, faz destas mulheres seres que a luz reflecte para quem quiser olhar. Ter todos os males curados, as dores sanadas e as legendas em qualquer "filme" que muitos terão que ver, uma e outra vez, faz destas mulheres seres que deveríamos manter por perto, entendendo que terão que ser mesmo assim...

Devo ser forte, certo?

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Sim, devo ser forte, porque é o que sempre esperam de alguém como eu. Esperam que eu saiba, em todos os momentos, o que fazer, o que dizer e onde estar quando não estão os que me fazem falta.

Se é suposto ser forte, vou sê-lo. Se está determinado, não sei sequer por quem, que não me posso desviar um milímetro que seja, do que sempre mostro, então assim será, até que me quebre, até que fique no chão, chorando o que ninguém pode ver, porque estaria a mostrar que afinal, caramba, afinal sou igual a todos os outros.

Forte, mesmo sou quando te tenho, porque me alimento do que me passas e porque te passo o que te alimenta. Nós somos a nossa metade, a que queremos ter para lá do tempo que ainda não conhecemos. Nós somos, eu e tu a sombra que o outro precisa quando o sol queima. Somos o amor a dobrar, as palavras tão desenfreadas que até nos magoamos de tanto amar. Somos o aconchego nos dias frios e o olhar que o outro precisa de ver e de ter.

Sou forte e irei sê-lo, por ti e para ti. Sou forte e determinada, mais ainda desde que passei a ter-te do lado de cá da minha vida. Sou forte meu amor, mas também cedo e também acabo a ver-me com todas as fraquezas, as que preciso de saber que tenho para poder ser forte.

Nunca me pedes para ser forte, tu não. Pedes-me que cuide de mim, que aceite as minhas limitações, e que me sossegue mais vezes. Nunca esperas que eu saiba tudo, ou que faça tudo por ti e pelos nossos, porque queres ser tu a força que me falta. Queres tu ter o cuidado que mereço e queres, sempre dar-me o que não espero de mais ninguém.

- Não precisas de ser sempre forte minha querida, sou eu que o digo, esperando que sintas que deverei ser eu a ter a parte maior, a que te permitirá ser forte apenas quando eu quebrar.

22.3.16

Pensamentos!


Quando me sinto testada!

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Quando me sinto testada. De cada vez que a minha pele se arrepia perante a minha incapacidade de reagir ao que me chega,  mudo, mudo-me, ajusto as rotas e sigo em frente!

Isto de ser "eu". Isto de ser a que consegue, a que tem força, a que procura para encontrar, esgota cada célula de um corpo que já foi mais e já reagiu melhor. Isto de ter que encontrar soluções, de não me esgotar no que TANTO me esgota, sobretudo nestes últimos meses, porque o decidi assim, porque estou a colher, uma a uma, todas as sementes que plantei, assusta-me e quase que me deixa com vontade de desistir, de me encolher a um canto e parar de respirar.

Não posso, não devo, nem sequer consigo, sofrer mais com a tua ausência, do que já sofres tu com a minha. Não estou a sentir pena de mim, estou apenas a permitir que a dor que me consome, me recorde do quanto consigo amar-te e de que forma fiquei, de repente, como que por magia, pronta para quem estava pronto para mim e do que ainda me falta ser e fazer para que o que nos faz bem nunca nos doa.

Quando me sinto testada, por norma reajo, mas desta vez a tua ausência deixou-me tão ausente, que apenas uma mão, a que sempre se estende para mim, quando já não sei o que fazer, conseguiu trazer-me de volta, de lá do lugar para onde vão as almas que padecem do que poucos parecem entender.

Se dúvidas tivesse e nunca as tive, saberia, nestes dias de luta desigual, que tu és a metade de mim. Tu és por quem esperei, até quando não sabia que te esperava. Tu vieste e ficaste, no teu lugar, aquele que já te estava destinado e do qual nunca mais poderás voltar a sair. Tu vieste amor da minha vida, para me ensinares como se ama incondicionalmente e de que forma se juntam dois corações para caberem muitos mais. Tu chegaste quando precisava de ti e eu aceitei-te quando te fazia, mesmo, falta.

Quando sou testada, sinto de forma ainda mais forte, que és tu...

Pensamentos!


21.3.16

O que aconteceu?



O que aconteceu? Para onde foram parar todos os nossos planos? O que mudou em nós e porquê? O que aconteceu ao mundo como o sonhámos? Do que eram feitos, afinal os nossos sonhos?

Não sei o que nos aconteceu nem para onde decidimos olhar, agora que deixámos de nos ver. Não sei, nem entendo, os jogos que passámos a usar, um com o outro, permitindo que nos fizessem mal e nos magoassem.

O que aconteceu ao amor que me dizias ter? O que aconteceu a tudo o que já senti por ti? O que aconteceu para que deixássemos de usar as palavras que nos pacificavam os dias?

Mudámos, isso consegui perceber, mas será que nos mudámos, ou que apenas deixámos de querer ser os mesmos, os de antes, quando achávamos que nos conhecíamos Quando o amor falha, ou nos abandona, quando criamos pensamentos que não se ajustam às imagens, fazemos uma de duas coisas, reavaliamos e adaptamos, ou mais simples ainda, desistimos.

O que fizemos, eu e tu?

Já não nos respondemos, deixámos de querer e de sequer entender. O tempo que o meu necessita para correr, não se compadece com os avanços e recuos que o teu provoca. Os meus lados não reflectem os teus, e de cada vez que escolho escolher, tu já não estás por perto.

O que aconteceu e quando, não sei, mas decidi que deveria parar de procurar respostas para as perguntas que já não consigo construir. O que aconteceu mudou-nos, eu sei que mudei e que tu mudaste no processo.  O que aconteceu vai levar-nos ao passo seguinte, depois de nos arrumarmos, fechando o que arriscámos abrir. Done and over with!

Pensamentos!


A falta de ti...

Feelme/A falta de ti...Tema:Me!
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Vazia, sem nada que valha a pena dizer. Sem saber como e para onde olhar. A falta de ti prova-me como estás em mim e porque já não terei forma de te tirar

Não quero deixar de funcionar, mas a verdade é que funciono melhor contigo por perto. Não quero sufocar-me no amor que te tenho, mas amo melhor se souber de ti, e se te ouvir, o tempo todo. Não quero estar sem as únicas partes do dia que me importam. Não quero e pronto!

A falta de ti faz-me derramar uma torrente de palavras, ou então secar, tanto, que nem mover-me quero. Sentir a tua falta deveria ser bom, para me recordar do quanto estamos, os dois, aqui, para ficar. Mas sentir que não sinto se não estiveres, apaga-me a chama, derrete-me a alma, e deixa-me a escorrer água em vez de sangue.

Eu sei que não posso estar assim, que não posso parar-me, sufocando o que faço, porque o faço sempre, e em primeiro lugar para mim, e por mim. Eu sei que saber de ti me enche e preenche, mas vou ter que aprender a não te ter, quando não te tiver.

A falta, de ti, meu amor, parou todos os movimentos, gelou-me os membros, sobretudo as mãos, e impediu-me de pensar, de querer e de olhar para além de mim. Fiquei, momentaneamente, egoísta, sentei-me e recusei-me, a mim mesma.

Não me deixes, não com esta falta de ti!

20.3.16

Olá menina-mulher!




Olá menina bonita, a minha menina-mulher!

Como estás hoje querida? Como está a ser o dia sem mim, sem sentires o que te dou, com todas as palavras de que sou feito desde que te encontrei? Como dormiste, será que o sonho que dizes sonhar sempre comigo, te deixou repousar e te permitiu acalmar esse fogo com o qual quase me queimas?

És a minha mulher, mas carregas tanto da menina que conheci, que quase não consigo dissociar as duas, porque tu até que és duas meu amor. Tu és TUDO de que és feita, com o que ainda não consegui descobrir. Tu és quem tenho e por quem também vou deixando os dias correrem.

Sinto que a forma como te estou a sentir fala por nós os dois. Sinto-te, tão próxima hoje, mesmo que fisicamente longe, como ainda te manterás até que te toque. Até que caminhe por ti toda. Até que te beije cada pedaço do corpo que já tive, não sei quando, nem como, mas tive, só poderia, porque me sabes a um sabor tão real como real é o amor que te tenho.

Olá minha âncora, força que amplia a minha e me deixa superar até o que julgava não poder. Deixa-me provar-te o quanto fazes de mim o homem que sempre fará de ti o ser mais completo, mais feliz e mais bonito, para além de toda a beleza que já te reconheço.

Quero que saibas tudo o que sei de mim. Quero que nunca tenhas fome de mim, porque estarei onde estiveres tu e dar-te-ei, na proporção do que me deres. Quero planear cada dia, com todas as vírgulas e pontos que sempre usas para que se saiba do que falas. Quero que os meus olhos se mantenham a olhar para quem consegui conquistar, mas que me conquistou, muito antes, tão lá atrás que só poderíamos estar, agora e aqui. Eu a olhar para esses olhos de ébano e tu a olhares para o homem que te ama assim.

Olá minha menina-mulher, quero apenas dizer-te que estou contigo, sempre e até quando não estiver!

Pensamentos!


Amores que nem o amor quebra!



Amei-te de forma desenfreada, porque te reconheci como a única mulher que poderia ser minha e quis-te tanto, que até me deixei morrer.

Esmeralda, tal como o nome e como a pedra, de um verde que os teus olhos carregavam e que os meus não podiam deixar de ver. Tu foste e serás sempre a outra metade de mim, quem eu amarei enquanto o amor existir, nos outros e pelos outros. Amei-te e desisti de ti por te querer mais do que a mim mesmo. Amei-te e decidi que não poderia deixar de lutar por ti, mas só até enquanto o sangue do meu sangue não se derramasse por mim.

Esmeralda minha cigana linda, mulher que me fez desejar manter todos os amores que o amor conquista. Por ti ando por aqui, como Entidade de Luz, a unir os que arriscam ter quem nunca poderá deixar de lhes pertencer. Sou o protector dos que trabalham incansavelmente, dos que lutam porque amam o que sonham e sonham conquistar o que os fará amar ainda mais, tal como sempre te amei a ti.

Ver-te dançar e sorrir com cada sorriso teu, era o que me mantinha vivo e a amar-te como muitos já serão capazes de fazer. Não morri, não morremos, mantivémo-nos muito para além do tempo como se conhece, porque por ti passei a tocar os que sabem amar incondicionalmente. Os que trabalham afincadamente, sobretudo com as palavras, para que outros possam sentir o que deixaram adormecer.

Por ti meu amor, toquei a alma e as mãos de uma mulher que teria que escrever sobre nós, oferecendo-nos a história que a nossa história criou. Por ti meu amor, levanto a taça de um vinho doce e dou a provar a quem nem gostava de beber, o sabor do amor numa forma e formato que apenas conseguem os que prestam mesmo atenção.

19.3.16

Pensamentos!


Quem me ensina, quem me analisa?



Nunca deixo que me apontem caminhos que já sei percorrer, não no que diz respeito ao que escrevo, porque o faço, em primeiro lugar, para mim e só depois para os que me recebem em forma de palavras. Não é egoísmo, é algo que me ultrapassa e que vai para além do que compreendo sobre mim.

Escrever é um acto solitário, muito meu, que me chega como uma necessidade tão premente, que ignorá-la seria deixar de me sentir e passaria apenas a sobreviver.

Quem é que me ensina, afinal, a debitar tantos sons, a "despejar" esta torrente de palavras que quase me afoga quando as uso e quando tento, sem sucesso, não o fazer? Quem me analisa, de cada vez que escrevo comigo tão dentro, que pareço ser eu toda? Muitos, já vão sendo muitos, em análises que não sabem fazer, com palavras que não têm forma de se misturar nas minhas, porque o que eu tenho pertence-me até que o deixe ir e me liberte do que não deveria ficar. Quem me lê, será que consegue, da forma certa, perceber como sinto e escrevo? NÃO e eu não queria que fosse feito, que me lessem quando me lêem, apenas que sentissem o que partilho da minha. Queria que usassem, cada palavra, da forma que os enchesse e preenchesse. Que se demarcassem do que aparento ser porque de mim apenas eu saberei. Não queria que achassem que terão forma de interpretar tudo, porque nem eu sou capaz de o fazer. Eu sou a que vai escrevendo quando e enquanto escrever for esta necessidade. Lamento que não estejam em primeiro lugar. Em primeiro estou eu, sou eu, porque decido eu.


Nunca desisto!

Feelme/Nunca desisto!


Nunca desisto de entender os outros, mesmo que me digam que para ser feliz os devo deixar ir, e devo desistir de tentar perceber de que forma são feitas outras emoções que não as minhas!

Nunca desisto, porque preciso, em todos os momentos, de saber quem "tenho", com quem me relaciono, e o que posso esperar.

Cada um de nós carrega a felicidade como lhe dá mais jeito, como se encaixa melhor, porque não podemos, ou não devemos, andar, por aqui, apenas para deixar que o tempo, e os outros, passem. Saber quem carregamos. Saber com quem podemos contar. Saber quem nos quer, e de que forma, poderá até não nos fazer felizes, mas pelo menos justifica a nossa infelicidade.

"Não analise, divirta-se", tive eu a oportunidade de ler hoje, mas NÃO, não  me serve de todo. Se estivermos a falar de relações com quem nos importa, com os que nos são próximos, então saber é necessário. Saber o que sentem, e como sentem. Entender as suas variações de humor. Saber das incapacidades, ou do muito que acabam a conseguir. Não posso deixar de saber, não tenho como deixar de ter quem faz a diferença na minha vida, isso não seria sequer saudável.

CLARO que o mais fácil será, sempre, não saber, não ver e não nos importarmos. Cuidar dos outros dá trabalho, tanto ou mais do que cuidar de nós mesmos, mas eu nunca desisto de o fazer quando sei e sinto que vale a pena.

Nunca desisto, até ao momento em que desistir me seja imposto. Nunca desisto até perceber que não há mais nada que eu possa fazer. Nunca desisto quando amo, por isso nunca desistirei de ti e nunca permitirei que desistas de mim, porque falamos a mesma língua, e porque sabemos de que forma, termo-nos nos faz realmente felizes.

Pensamentos!


18.3.16

Pensamentos!


Deixei de ser apenas eu!

Feelme/Deixei de ser apenas eu!


Deixei de ser apenas eu, e de não ter que pensar ou repensar o que faço, todos os dias. Deixei de poder debitar, sem qualquer regra, o que me vem de dentro, mesmo que não seja inteiramente meu.

Ter alguém que escreve, na vida que se pretende construir e manter, nunca será tarefa fácil, porque NÓS carregamos histórias, experiências dos outros que acabamos a transformar, e a usar como nossas, o que por vezes deixarão confusos os mais capazes. Ter, alguém como eu, será ter duas ou três mulheres, e separá-las, sabendo de qual depender e com a qual contar, em todos os caminhos, sobretudo nos mais atribulados, requere sensibilidade, atenção ao detalhe, e muita confiança.

O que eu não quero, do que não preciso, em nenhum momento, é que duvides do que serei, sempre, para ti. O que eu não te quero infligir, são as dúvidas que não gosto de ter, estando do teu lado as vezes que necessitar para saber do que sabes, para sentir como me sentes, e para te dar de volta as palavras que precisas de ouvir.

Vais ter que ter tanto meu amor, para receberes o tanto que eu carrego. Sou um ser diferente, porque me construí assim, quando e enquanto achava que jamais, em algum momento , iria ter por perto quem realmente quisesse permanecer, permiti uma transformação que me transformou, nisto.
Vais ter que me ajudar a ajudar-te, descansando o teu coração agitado, de cada vez que eu revolver as águas.
Vais ter que te manter forte e determinado, sabendo que sou a mulher que precisas, a tua, e a que mais ninguém tem.
Vais ter que encontrar defesas, definir estratégias, para viveres e conviveres com a mulher que escreve, porque ela não tem forma de se parar, assim como a outra, eu, não tem forma de parar de te amar.

Deixei de ser apenas eu, porque muito do que pedi chegou. Tu chegaste, e contigo o que realmente preciso para completar o ciclo, por isso deixa-me ajudar-te a perceber de que forma poderás, ainda, ter bem mais do que te dou já.

17.3.16

Pensamentos!


Tiveste o meu coração...

Feelme/Tiveste o meu coração...


Tiveste o meu coração, na palma da tua mão, e tiveste-me a mim, toda, durante todo o tempo em que me soube dar!

Sempre fui capaz de prover, a tua alma, com o que de melhor sei sentir e fazer. Sempre te falei no amor que o meu reconhecia, e nunca deixei nada por dizer. Sempre mostrei, a ti, o que tinha e como desejava ter-te, para que soubesses o que fazer, comigo, e com TANTO. Sempre tiveste o meu coração, mas escolheste deixá-lo ir.

Cheguei a jurar que ficaria onde estava. Cheguei a pensar que nunca deixaria de pensar em ti, mas soube, assim que escolhi saber de mim, que deveria cuidar de quem me cuida, e que poderia fazer o que me deixasse em paz comigo, e pronta para quem esteja, realmente, pronto para mim.

Por vezes os amores terminam. Por vezes quem ama não se reconhece, não ao mesmo tempo. Por vezes, o que fazemos não basta ao outro, e acabamos a ter que encontrar o nosso caminho. Por vezes teremos que esperar, por mais umas quantas vezes, por outras voltas, e por novos despertares. Por vezes nunca seremos nós.

Não estaríamos, talvez, destinados. Não podíamos ter permanecido no que não era, no que nunca foi, quando outros esperam, pacientemente, por nos ter, por nos amar, e por ter, nas mãos, o único coração que fará com que o seu bata, e no ritmo certo.

Na verdade nunca te conheci, nunca soube como vieras parar aqui, a mim. Nunca entendi o teu percurso, porque ele não fora percorrido por ninguém próximo de mim. Não tínhamos nada em comum, não desejávamos as mesmas coisas, nem estávamos, sequer, no mesmo ponto da vida. Eu sabia, soube sempre, o que fazer de quem entrasse e me conseguisse fazer sentir o que vale, realmente, a pena. Tu sempre soubeste que poderias ir amando, gostando e sentindo, até que te fosse permitido.

Lamento que tivesses deixado fugir o meu coração, porque o tiveste, bem na palma da tua mão...

Pensamentos!


Quando eu sonho!


Chapeuzinho vermelho

Sonhar é o que podemos fazer, apenas nós, à nossa maneira, tirando e acrescentando personagens, sem que qualquer outro possa interferir. Sonhar acordados sobretudo, pode servir de alivio à alma, repondo o que alguém se atreveu a subtrair. Sonhar cura dores gigantes e permite conquistas gigantescas.

Quando eu sonho e o faço por palavras, chego a tantos, que alguns acabarão, inevitavelmente, por me cobrar o que passo, achando que sonho apenas o que é meu, e da forma que o faço ou faria, se todas as palavras fossem minhas e sobre mim.

Vou precisar que apenas se deixem ir, embalados nos sons que vos ofereço, sem demasiadas análises, porque os sentimentos, as emoções e até mesmo as dores, não devem ser sempre entendidas, apenas adaptadas e utilizadas para que vos limpe todos os ruídos externos. Vou precisar que me demarquem do muito que passo aqui, porque não sou assim tão grande, não tenho assim tantos amores e nem sequer sou assim tão infeliz ou dorida. Vou precisar que saibam que amo e sou amada, que tenho dentro de mim alguém que nunca me deixará para trás, porque foi exactamente de lá que me trouxe. Vou precisar que saibam que sorrio grande parte do dia, que rio feliz e tranquila, que danço, movo-me e empurro-me para tudo o que faz de mim a pessoa que irão querer ter por perto. 
Vou precisar que filtrem os milhares de palavras que debito aqui, porque elas são apenas uma parte de mim, aquela que vos permito ver. 

Mais do que a mulher que escreve, para muitos de vocês, serei apenas a mulher que escreve. Sou eu mesma e dessa poucos sabem ou conhecem, mas até quando sonho, consigo que outros o façam comigo e é apenas disso que me alimento!

16.3.16

De sempre e para sempre!

Feelme/De sempre para sempre!



Não teria forma de te agradecer, mesmo que quisesse, tudo o que tens sido na minha vida, nem o que me tens dado!

Não tenho, ainda, forma de explicar porque manténs as minhas mãos nas tuas, sem as largar quando alguns dos meus amores vieram e foram, quase à mesma velocidade. Não tenho como explicar porque gostas de mim desta forma, mas sei porque gosto eu de ti, e porque sinto que preciso de te agradecer.

Nunca me deixas chorar demasiado tempo, sobretudo com pena de mim. e nunca deixas de me picar, com o teu ferrão de escorpião, quando e sempre que estou errada e faço birras. Mas também estás para as alegrias, e nas alegrias. Estás onde estou eu, mimando-me como só tu consegues, com esse coração do tamanho do mundo que já conheces.

Tive que te agradecer, porque senti uma vontade incontornável de te provar de que forma o respeito, o meu respeito e admiração por ti, têm servido para que me mantenha, sã, e em pé, quando me tentaram derrubar. Por ti, vou melhorando, todos os dias, porque mereces, porque tenho que saber devolver, nem que seja uma ínfima parte, de todas as partes de que és feito e me fazes ser. Por ti, meu amigo, o maior que tive e mantenho, mudarei rotas, acertarei ponteiros, e tirarei mais uns quantos dias, para que o que lançamos ao mar seja o que ele nos trará de volta, de nós, um com o outro, mais da felicidade que merecemos ambos, e mais dos sonhos dos quais não desistimos.

Por ti, hoje, escrevo o que mereces ler, porque és quem eu pedi, e porque pretendo manter o que me chegou, de cada vez que me fez falta!

Viciada, em ti!

Feelme/Viciada, em ti!

Agora que te vejo, agora que os teus olhos acompanham os meus movimentos, os mesmos que te ligam os botões e te recordam porque ainda te recordavas de mim, sei que estou viciada em ti!

Viciar-me em ti aconteceu demasiado rápido. Eu sei porque razão, tal como sei porque aconteceste, na minha vida outra vez. Nós já fomos. Já sorrimos juntos. Já partilhámos sons e gentes e quase que nos tocámos, como teremos que fazer no nosso agora.

Os meus dias correm para ti e por ti. Tudo o que faço tem um horário definido, para que no teu horário sejamos apenas eu e tu. (Até fiz formação em Gestão de Tempo). Nos meus dias o teu nome vem ao pensamento e à boca que ainda irás beijar até que me afogue em ti e contigo. Nos meus dias tu és, sem qualquer dúvida, o homem, o único que poderia ter e que já me pertence. Não duvido de nada que venha de ti. Não rejeito nada que falas e aceito, de forma tão natural, a naturalidade com que me vês e desejas na tua vida. Sinto-te tão intensamente, que por vezes julgo estar a enlouquecer, mas sentir-te é o que afinal mantém a minha sanidade e me impede de recear ficar sozinha.

Não consigo imaginar o que quer que seja sem ti. Não sou capaz, nem de sonhar com a tua falta, porque me fazes arrepiar, tremer e fugir dos medos que me ensombravam antes. Não consigo, nem quero, afastar-te dos meus planos, dos meus lugares, ou das minhas conquistas, porque terás que estar por mim e comigo, toda a minha vida. Eu sei. Eu sinto.

Existem vícios bons, tu és um deles. Lambuzas-me como o faz o chocolate e forneces-me a vitamina da felicidade, aquela que recebo, dobro e dirijo para ti. Estou viciada em ti homem da minha vida, mas isso já tu sabes e sentes. Este vício é um dos que pretendo manter, tal como a ti, porque não te ter não é sequer opção. Obrigada por existires!



Pensamentos!


Ultimamente nada parece ter o mesmo sabor!



Ultimamente, nada do que gosto de fazer, é feito. Ultimamente, nem as canções de amor me fazem amar mais, ou sequer menos, até porque deixei de as ouvir. Ultimamente, sorrir é o que não me apetece, porque deixaste de me apetecer, e estar assim, como sempre fui, passou a importar tão pouco!


Cantar, dançar, caminhar, ultimamente não está em nada do que estava até mesmo quando sofria de dores reais.

Como pode alguém, quebrar-nos desta forma, até quando sabemos que não podemos viver vidas que não nos pertencem? Como podemos aceitar que nos guiem e que nos levem para onde jamais seremos felizes? Como paramos de ser e de pensar, quando nem mesmo o tempo o faz, até quando o tempo seria tão urgente para tantos?


Não sinto vontade sequer de companhia. Não quero que me falem, que me digam o que já nem oiço, porque ouvir seria aceitar que te perdi, que foste para onde não poderás voltar, porque o decidimos assim. Quando te larguei as mãos e aceitei nunca me teres aceite. Quando escolheste o mais fácil, o que não te daria o trabalho que os amores sempre acabam a dar. Não sinto vontade, já não, de recomeçar, de olhar e ver outro que não quem tinha finalmente recebido. Não sinto vontade de assegurar, aos que me seguem incrédulos, que ficarei melhor e que saberei como recuperar de ti.


Desde que te deixei ir, parei até de murmurar as canções que me entravam dentro e me renovavam nos dias cinzentos, agora todos eles o são, até quando o sol brilha e quase me cega com a mesma intensidade com que parece escurecer-me o coração. Não quero viver sem ti, mas ultimamente já não peço, apenas deixo que a vida siga, porque eventualmente e quando o que quase me enlouquece passar, saberei o que fazer, mas agora quero apenas não querer...


15.3.16

Pensamentos!


Porque achaste que te bastava?

Feelme/Porque achaste que te bastava?


Porque sentiste que já sabias o que precisavas, de mim? Porque me tomaste por garantida, achando que esperaria por quem nunca esperou por mim? Porque usaste apenas o teu tempo, deixando que o meu fosse apenas o meu, como se ser eu, importasse pouco?

Tanto, que tenho aprendido, sobre relações, partilhas, entregas, e tudo o que envolve quem se quer mesmo envolver. Tanto, que já percebi sobre quem, realmente não consegue ter dimensão, nem vontade, e nem sequer capacidade de se mover, porque a fazê-lo ainda descobriria quem nunca conheceu. Tanto, que já lamentei ter-te incluido, mas apenas para perceber que teria que te ensinar algo, e que no mínimo, ficaste a saber que como eu apenas eu mesma, e que nunca mais voltarás a ter quem tiveste.

Porque achaste que te bastava, querer, desejar, impor e mandar fazer? Porque achaste que para me manteres no teu coração, apenas terias que o deixar bater? Porque não me perguntaste de que sons eram feitos os meus porquês?

Voltemos à unilateralidade das "coisas", a tal que deixa, muitos de nós, a achar que somos os mais importantes, que o mundo gira à nossa volta, e que apenas basta o que queremos, para que o queira o outro. Voltemos ao egoísmo instalado, às dores que se infligem, tentando que doam apenas aos que estão do outro lado de nós. Voltemos às voltas que a vida dá, quando, do nada, quem rejeitámos é aceite, e acaba a instalar-se, para ficar.

Não sei quem te magoou, mas uma vez que não fui eu, e que não consegui que entendesses que apenas eu te poderia entender, deixei que te deixasses ir, e foste.

Lamento que vás lamentar ter-me perdido, mas apenas por ti, porque eu passei a querer bem mais do que alguma vez me poderias dar. Lamento, mesmo, que nunca vás recuperar o que as tuas mãos largaram, porque agora, agora sou apenas eu, e quem finalmente me passou a amar como eu o sei fazer.

Não sei porque achaste que te bastava, entrar de rompante para que eu me rendesse. Mas o que continuo sem saber mesmo, é porque continuaste, depois do final que te impus, a achar que serias grande o bastante para que te continuasse a ver.

No final de cada "filme" aparece uma palavra que define tudo, mesmo para quem esperar algo mais, ela é simples, descomplicada e definitiva, tanto que apenas teremos que a ler e aceitar, porque ela significa isso mesmo FIM!

Pensamentos!