Avançar para o conteúdo principal

Corri, apressei-me, mas adiantou muito pouco...

Feelme/Corri, apressei-me, mas adiantou muito pouco...Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet


Os meus dias já eram completamente devotados a ti, ao que representas para mim e a tudo o que me proporcionas, até deixarem de ser, porque nada pode ser tomado por garantido. Nenhuma parte de nós deve ser sobrevalorizada, ou diminuída, porque teremos dias, sobretudo eu e tu, em que não nos conseguiremos ter. Nesses dias, ainda não sabia eu, ficarei vazia e mesmo que me apresse, nada adiantará porque não estarás lá, nem aqui.

Não posso esperar que corra sempre bem, mas já estava a ser tão bom. Já conseguia sentir-te, tanto e tantas vezes, que nunca esperei pelo que me esperava, desta forma quase cruel. Não deveria querer demasiado, deveria saber proteger-me, mas não quero, nem consigo. Quero querer-te da mesma forma ou mais ainda.

Hoje meu amor, corri tanto, apressando-me numa pressa que de pouco me adiantou, mas porque acreditei que estarias onde estás sempre e que me iria alimentar de ti, bebendo de cada palavra e som, sugando cada sentimento carregado dos "amo-te" que nunca paramos de nos oferecer um ao outro.

Hoje foi tão pouco e durante tão pouco tempo, que me soube ao que não reconheço. Teve um paladar amargo, cheio de tudo o que o nada me ofereceu. Hoje, mais de 96 horas depois, o que ouvi veio com sons que não chegaram ao lugar certo e que não conseguiram preencher o vazio que se instalou. A ser um teste, chumbei. A ser um teste, percebi que sem ti nada tem sal, nem sequer mel. A ser um teste, descobri que assim não consigo ser eu!


Mensagens populares deste blogue

Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…