Avançar para o conteúdo principal

O que sou quando o consigo ser!

Love this pose for you. It would highlight your freckles, which would create a beautiful, textured black and white.:
Feelme/O que sou quando o consigo ser!


O que sou quando o consigo ser, é algo que ainda me intriga, porque a verdade é que na maioria das vezes, sou apenas a que quero que vejam, e acabo a ser o que precisam de mim, mas eu mesma, da forma que me conheço e sinto, essa quase nunca consegue brilhar, e deixa sempre, TANTO por dizer...

Encontrar o equilíbrio entre esta "multidão" que me cabe dentro, eu e todas as outras que construí, uma para cada situação, protegendo-me do que me importuna e arrisca expôr-me, já foi difícil, mas agora sai de forma demasiado natural. Não queria ter que me esconder, metade do meu tempo útil, mostrando apenas a parte que fica visível, mas que não leva as cores de que sou feita. Não queria manter-me assim, muito mais tempo, mas confesso que receio o que isso provocará nos outros, até porque trabalho, diáriamente, a tolerância, o entendimento do que são os outros, com todas as limitações e medos que carregam. Não queria que me continuassem a ver assim, sem TUDO o que tenho e que até as poderá mudar, mas refreio-me, tenho que o saber fazer.

O que sou quando o consigo ser, deixa-me mais quieta, mais exausta também, porque percebo que não tenho tudo para dar, o tempo todo. Quando me atrevo a sentir o que me vai dentro, passando-o aos que sei que aguentam, fico em paz comigo, a saber o que faço aqui e porque me fizeram desta maneira. Quando me consigo parar. Quando me consigo olhar e ver, a mim, sem qualquer artifício, também me dói um pouco, porque estar "nua", sem qualquer manto, mesmo que transparente, é um desafio, mas acabo fortalecida, e capaz de segurar tudo o que cair depois.

O que sou quando o consigo ser, acaba a trazer-me pessoas como tu, acrescentando-me os espaços que mantive vazios, e mudando o sentido que dou a tudo o que faço, na maioria das vezes, mecanicamente. Prometi-me fazê-lo mais vezes, tentando que eu saia, também mais vezes. Vamos ver quem resiste, a mim!

Mensagens populares deste blogue

Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…