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Sem cor!

Feelme/Sem cor!


Por vezes estou assim, sem qualquer cor, sem querer nem saber, nada. Por vezes nada parece fazer efeito, e a falta de ti deixa-me, vazia, incapaz de me mover, e vazia. Por vezes queria estar como estou agora, enrolada em mim mesma, sem qualquer sabor, nem o da boca que tantas vezes me beija. Por vezes nem me consigo lembrar da parte do dia em que te tenho verdadeiramente.

Nada me deixa sem ser, nada, do que a tua ausência. Nada me desmotiva, mais, do que não saber quando voltas, o que dirás quando me disseres o que já nem me lembro. Nada consegue fazer, de mim, a pessoa que se entrega, inteira e determinada, quando não nos podemos tocar, e o teu toque alimenta-me, dando-me o que te dou de volta.

Do que somos feitos afinal, e porque permitimos que a metade que nos falta, domine tudo o resto? O que teremos, ainda, que aprender, para não corrermos atrás do que já é nosso, apenas se distancia para que o vejamos melhor?

Estou sem cor e a precisar que venhas e me tomes, seguro, assegurando-me de que ficaremos bem quando ficarmos juntos. Estou sem cor, agora, embalada pelo cinzento que invadiu o céu. Estou sem cor, mas sei que retomarei, cada uma, assim que o sol abrir, e o meu sol és, decididamente, tu.

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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