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Quando chegará o tempo?

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Feelme/Quando chegará o tempo?


Quando achas que a tua vez chegará? De que forma poderás fazer-te, mesmo, entender, para que não queiram roubar-te o tempo, a tranquilidade e a paciência? Que palavras mais terás de usar, para que te escutem, com atenção, e te dêem razão?

Será que deveremos forçar o outro a que nos oiça, atentamente, aceitando o que até já sabíamos? Será que nos deveríamos impedir de seguir pela rua que já sabemos não ter fim? Será que somos, realmente, culpadas, quando decidimos apenas acreditar, achando que a nossa vez chegou?

Tantas perguntas que certamente nunca chegarão a ter resposta. Tantas dúvidas, as mesmas com que comecei. E tanta pena de continuar a ter razão.

Arrependimentos? Não, esses deixo para os que falham tentar, para os que não conseguem arriscar, deixando-se apenas passar por aqui. Eu sei que nunca me arrependerei do prazer que um amor provoca, da adrenalina e das borboletas que me recordam de que estou viva. Sei que quando dou o faço como sou, sem máscaras, sem pés atrás. Sei que quando digo estar pronta, estou mesmo.

Quando chegará o tempo de saber, sem qualquer dúvida, que encontrei quem não precisava de procurar?

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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