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Quando é que sou eu?

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Feelme/Quando é que sou eu?


Acordo, invariávelmente, a pensar no milhão de coisas que tenho para fazer acontecer, nos que precisam de mim, contam comigo, e nos compromissos que não deverei adiar. Acordo, sempre, assoberbada de uma responsabilidade que nunca parece terminar, não sabendo, há muito, o que significa dormir sem sonhar resultados, e sem procurar respostas que os dias não me permitiram. Acordo, por vezes a achar que não o deveria fazer e que seria TÃO mais fácil apenas continuar a dormir, se dormir resolvesse.

Não sei em que partes do dia serei apenas eu. Não sei em que momentos me reencontro comigo e consigo perceber o que represento para os outros. Não tenho forma de avaliar qual a extensão dos meus toques e porque pareço não me identificar com a forma como me identiicam os que se atrevem a dizê-lo. Não sei como ser apenas eu, porque isso parece agigantar-me, deixando-me muito mais longe dos restantes mortais e isso é deveras solitário.

Quando é que sou eu? Como é que sabes que o estou a ser? O quanto me conheces já?

Por vezes é tudo mecânico, auto programado, desprovido de qualquer emoção. Por vezes também finjo, como o farão todos os outros, e ofereço os sorrisos que a minha alma não carrega. Por vezes também desisto, e de cada vez que o faço, sinto-me mais pobre, e menos preparada para a "despreparação" emocional de que se padece neste milénio. Por vezes também me desiludo e percebo que não há nada que eu possa fazer por quem nunca fará nada por mim. Por vezes saio eu a perder, mas nunca me perco, porque nessas alturas volto a ser apenas eu, e outros serão o que entenderem, mas sem mim...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

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Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…