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Quantas dúvidas?

Feelme/Quantas dúvidas? Etiquetas: Crónicas de mulheres reais
Imagem retirada da internet

Eu digo, vezes sem conta, que errei na profissão, e que ao invés do ensino do inglês, entre todas as outras coisas que faço, deveria ter seguido psicologia. Não há um único dia, não desde há 6 anos a esta parte, que não tenha um telefonema, uma conversa no chat do face, ou um encontro com alguém que parece estar a necessitar, urgentemente, de respostas. Não me perguntem porque acham que as tenho, ou porque sentem que a minha maturidade me confere credibilidade, mas o facto é que pareço ter, sempre, algo a dizer que falta aos outros.

Falo basicamente com mulheres, porque não tenho vida social, por escolha e por imposição de horários. Experimentem lá tratar de 3 filhos rapazes, ensinar inglês, preparando candidatos para os exames externos de Cambridge, cuidar, inteiramente, de uma casa e ainda escrever. Eu escrevo no blog, e depois procedo às respectivas partilhas, para twitters, pinterests e tudo mais que exista de redes sociais. Uma trabalheira! Escrevo para revistas e ainda escrevo romances. Entre tudo isto também arranjo tempo para permitir que cuidem de mim, leio, corro, e nesta altura em que os filhotes estão de férias, enfrasco-me de filmes, por sorte esses não viciam nem provocam ressacas.

Já tenho mentalmente armazenadas milhares de histórias, de problemas que na maioria das vezes nem sequer o são, e por isso decidi ir partilhando, num separador que chamo de coluna, o que me foi chegando. Obviamente que o farei protegendo as pessoas envolvidas, mas na esperança que algumas das suas vozes se assemelhem às vossas, deixando assim menos respostas por responder e por consequência menos dúvidas.

Não saber o que fazermos de nós, e com o que nos chega sem aviso, ou depois de tantos avisos ignorados, não deverá ser motivo de mau estar. Partilhar, pedir ajuda, falar e ser realmente ouvida, mas aprendendo a ouvir, certamente que trará algum conforto. Eu acredito que sim, de contrário não continuaria a fazer de consultora sentimental, laboral, comportamental e de muitos outros "tal" que existem.

Vamos ver quantas dúvidas restarão depois disto!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…