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Cartas...

Feelme/Cartas...

Cartas! Já não as recebemos, já não nos deixamos ficar, com as conversas longas, cheias de adjectivos e palavras que saberíamos, tão bem, adoçar. Já não nos olhamos para além dos olhares necessários, e permanecemos, grande parte do tempo, à espera do que poderíamos receber, se ao menos também fossemos capazes de enviar.

Cartas, sobretudo de amor, de sentimentos que os lábios quase sempre calam. Cartas que se abririam em frenesim, antecipando o prazer de ler cada palavra misturada em todas quantas nos diriam, sem qualquer dúvida, o que representamos na vida de alguém.

Cartas, sobretudo de esperança, a que precisamos de manter, dia-a-dia, todos os dias da nossa vida, para nunca quereremos, ou sequer vislumbrarmos, um futuro sem remetente nem destinatário.

Cartas como já ninguém parece saber escrever, porque acreditamos cada vez mais, com enorme razão, que as palavras não se retiram e provocam, por vezes, danos irreparáveis.

Cartas que te vou escrevendo mentalmente, mas incapaz de as reproduzir, pelo medo de te assustar com a minha intensidade, e tu até sabes que o sou.

Cartas que ficariam para nos recordarmos, bem lá mais à frente, do quanto fomos capazes de sentir.

Cartas, já quase ninguém as escreve, talvez por isso devêssemos instituir o dia das cartas, e quem sabe assim não retomaríamos o hábito de usar, sim, e mesmo, as palavras, com todo o poder que carregam...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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