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Era uma vez...

Photography:
Feelme/Era uma vez...

Era uma vez, num lugar cujo nome importa pouco, uma mulher com um nome igualmente sem importância. A mulher que ninguém via, não porque fosse pouco interessante, mas porque não se importava, o bastante, com nada que a envolvia. Achava que lhe bastava ser ela mesma, decidir, sozinha cada passo, tomando, nas suas mãos, o poder de recusar, de não querer e de não olhar.

Era uma vez, mais uma alma, daquelas que acredita não precisar de se dar, porque ninguém estará pronto para a receber. Vai ficando, no final da sua própria linha, mas na frente do que conhece, apenas ela, sempre ela, numa solidão que a envolve e confunde, mas da qual não consegue sair.

Era uma vez, num tempo que é este e que supostamente seria para quem já aprendeu a viver, uma vida que se vai perdendo, dia após dia, num vazio cheio de todos os barulhos que os outros criam e que ela acabou a aceitar.

Era uma vez, um amor que nunca conseguiu ver nascer, porque nunca o soube reconhecer. A promessa de nunca depender de ninguém, comandando um coração que acabou sozinho, porque o que não se enche e preenche, mata-se de um vazio que se agiganta.

Era uma vez, mais uma e mais outra mulher que se acabaram a juntar, num quase ritual de loucura e para o do qual nenhuma poderá, jamais sair...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

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