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O meu silêncio!

Kohei Nawa's Foam installation created a cloud-like landscape of soapy bubbles:
Feelme/O meu silêncio!

É difícil calarem-me sempre que tenha alguma coisa para dizer, dúvidas para esclarecer e sons para reconhecer. As palavras jorram-me porque pará-las será parar-me, de sentir, de respirar e de permanecer.

Que triste tem sido perceber que afinal sou uma mulher difícil e que não tenho um modelo que encaixe nos que existem já. Bicho raro, ser de outro planeta, personagem mitológica ou tão somente algo ainda por classificar. Não gosto, não me sabe bem que não saiba a nada conhecido ou por conhecer, que tenha mais amargo que doce e que o que passo, afinal nunca chegue a passar.

É doloroso, tanto, que me deixa dorida grande parte do meu tempo útil, sentir que sou, para os outros, o que nunca vejo. Se ao menos o tanto que falo e as milhares de palavras que uso bastassem, eu saberia o que dizer e como me explicar. Mas, por esta altura, o mas significa que afinal falo demais e em código, um ainda por descodificar.

O que se sobrepõe às minhas palavras, com um efeito mais devastador e a finalizar o que as palavras não conseguem? O meu silêncio. Depois de instalado, tudo o que poderia desejar explicar, morre com ele, e morro eu de seguida...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

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Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

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