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Recados da vida...

Robert Häusser: Bank im Regen, 1942.:
Feelme/Recados da vida...


Desconfia de tudo o que te chegar com demasiada entrega, com muitos sorrisos e com um reconhecer exagerado de tudo o que representas. Desconfia de quem te ama só porque sim e te quer como se fosses a última bolacha do pacote. Desconfia dos olhares embaciados e das palavras que querem parecer dizer mais do que todas as que ouviste antes. Desconfia de ti quando decidires confiar demasiado.

A vida dá-nos recados, chama-nos, constantemente à atenção e prova-nos, mesmo quando recusamos admitir, que ninguém nos pode querer, muito, se não nos souber aceitar e respeitar.

Ainda vou ficando incrédula perante a capacidade que algumas pessoas têm de prometer o que sabem nunca poder cumprir. Não as consigo classificar, nem ler, porque usam palavras aparentemente tão sábias, que me custa perceber que afinal não sabem de nada.

Não sei que propósito nos serve termos que nos defrontar com quem não nos poderá acrescentar mais nada para além da dor, da vergonha perante o irrealismo a que nos entregámos e a descrença que se instalará após a sua passagem. Será que o que devemos aprender mesmo é a duvidar até de nós? Será que precisamos de provar o sal para saber o sabor do açúcar? Será que temos, mesmo, que ser enganados para entendermos os que falam verdade?

A vida vai ter que começar, rápidamente, a pôr legendas, parando com os recados, porque nem sempre são bem entregues.

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Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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