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Tempo de ler...

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Ler o que nos vai dentro, tudo o que fomos armazenando e usando para construir, tijolo a tijolo, a nossa casa emocional. Sabermos ler cada palavra que ouvimos, algumas delas repetidas incessantemente, mas a fazerem sempre o mesmo sentido. Sermos capazes de armazenar o tempo de forma a que ele melhore o tempo que nos falta. Termos, nós mesmos, a capacidade de querer para depois sermos capazes de receber.

Tempo de ler, o que somos para os outros e o que representamos nas suas vidas. Tempo de ler as amizades que fomos capazes de construir, entendendo porque razão se mantiveram. Tempo de ler a nossa alma, cada medo que se colou e se recusa a abandoná-la. Tempo de ler o que não foi ainda escrito, sentindo o tempo certo de o começar a fazer. Tempo de ler de que forma começar e terminar momentos, lugares e pessoas, fechando ciclos que nos levarão a abrir outros, novos, com outras leituras.

Começar o dia a dizer o que nos pode ajudar a ler todas as horas que inevitávelmente terão que chegar, usando, mesmo, o tempo da única forma que nos servirá, BEM. Terminar o dia analisando o que conseguimos ler, armazenando para a viagem seguinte.

Não te deixes engolir pela sensação de destino marcado. Não aceites que o teu poder não tem, qualquer poder, de mudar o que não te alimenta. Não embrulhes, demasiado, o coração, em palavras pesadas, em dores que não te pertencem, e sobretudo não em memórias que não criaste.

Ainda estás a tempo, agora, neste momento, tira o tempo de que necessitas para te ler e segue pelo caminho que escolheres!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

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Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

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