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Ligação!

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Feelme/Ligação!


Já se justificava que saíssemos, estivéssemos sem pressas a conversar sobre o que se vem passando connosco. Ambos percebêramos já que seríamos, já o éramos, bem mais do que amigos. Falamos como duas gajas, de tudo, sobre tudo o que desejamos, pensamos, olhamos e queremos. Nem nos desculpamos quando supostamente, estaremos a cruzar o limite permitido entre dois seres de sexos diferentes. Há coisas que uma mulher não confidencia a um amigo, e eu sei que te vi muitas vezes apertar as pernas com força. Ahahahah!

- Porra, mulher, não precisas de ser tão específica, sou homem, lembras-te?

Eu dava sonoras gargalhadas, divertida com o teu embaraço. Com que então o sexo forte, pois pois…

Fomos no teu carro, com a desculpa de que o havias comprado nessa semana, lindo, adoro os BMW, sobretudo pretos. Cheirava a novo e nele sobressaía o teu perfume, másculo, quente, que me entrava nas narinas. Parámos no estacionamento subterrâneo de uma superfície comercial, onde iríamos beber um café, mas já não passámos dali. Logo que estacionaste, quase sem tempo para por o carro em segurança, debruçaste-te sobre mim e agarrando-me ambas as faces, deste-me o beijo mais quente e apaixonado que sentira nos últimos tempos. Quantos? Bom, adiante…

Não foi preciso falar, apenas sentimos, gememos de prazer, fizemos amor emocional, em sintonia com tudo o que já sabíamos um do outro. As peças encaixaram-se, o cérebro recordou tudo o que disséramos e contáramos sobre nós, das nossas vontades, sonhos e desejos mais incríveis e no entanto possíveis de se concretizarem. Fomos apenas nós, sem capas nem fugas, simplesmente porque não existe pedaço de mim que não conheças já, nem sonhos teus que eu não acompanhe e deseje ver concretizados. Todas aquelas horas infindáveis de conversas abertas, sequiosas de retorno, carinhos e até de choros e lamentos, fizeram de nós um casal para ficar. És a outra metade de uma vida que quero preenchida e real.

Bem vindo a mim, a nós!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…