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Na tua boca...

Kiss me:
Feelme/Na tua boca...


A tua boca deixa que me lambuze, que te saboreie, passando-me os fluídos que me restauram. Sempre que estamos juntos, não me canso de a olhar, de a desejar, de querer que tapes a minha e que me impeças de falar. Comigo vai ficando uma saudade, mal sais de mim, bastando um segundo, para que me apeteça gritar o teu nome, gritar que não será jamais igual com um outro qualquer, mesmo que o imagine e acabe a tentar.

Não sei, de que forma poderei caminhar para qualquer outro lugar que não seja para onde também tu estejas. É a ti que eu amo, não tenho qualquer dúvida e sinto, dia após dia, que o amor dobra, multiplica-se e regenera-se. O tempo, no entanto, não tem estado do nosso lado e até as lágrimas se estão a esgotar, acredito que não tenho mais.

Na tua boca e de cada vez que toca a minha, volto a acreditar que apenas poderia ter sido desta maneira. O som que sai dela, é tão familiar e entra-se-me tão dentro, que com ele vens tu e tudo o que fui sabendo de ti. Não sabes porque te quero, assim, não sabes porque não estás atento, à forma como me movo, aos desejos que o meu corpo não consegue disfarçar, ao olhar que te olha à procura dos teus porquês, porque eles sim podem ser questionados. Não sabes porque preciso de ti, porque nunca precisaste de mim da mesma maneira. Não entendes a dimensão do meu amor, porque nunca tiveste um tão grande e assim mesmo acabaste a deixá-lo ir...

Na tua boca estive as vezes que permitiste, agora só me resta ir tirando cada sabor que teimou em ficar. Na tua boca não voltará a estar a minha, partimos as duas assim que nos recordaram do papel que acabámos a representar e nunca foi o principal.

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

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