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Não te dou permissão!


just letting go:
Feelme/Não te dou permissão! Etiqueta: Sentimentos


Não te dou permissão! Não te vou sequer perdoar, que tenhas vindo, com toda a força de um amor que lançavas, em tufos de uma lã na qual apetecia enrolar, para depois levares até o que sou e não para que ficasse contigo!

Não te dou permissão para que me magoes mais, para que mantenhas a minha pele em sangue, para que me exponhas aos males do mundo, sem qualquer reconhecimento do que já representei na tua vida, pela forma, dedicada e de total entrega, com que te mantive, junto a mim, cuidando de ti todo, sabendo até do que falavam os teus olhos, os mesmos que pararam de olhar para mim.Não tens o direito de simplesmente deixares de me amar, quando parecias alimentar-te até dos meus pensamentos. Quem foi que te disse que podias apenas ir, num dia tão normal, de um sol que ainda recordo pelo calor que me subiu pelos pés que tinha descalços num chão que gelou, mas que não impediu que eu ardesse de uma dor que se mantém até hoje? Quem te permitiu apunhalar-me, sem aviso, levando a minha fé nos amores a que ainda deveria ter direito?

Não entendo a capacidade que muitos terão de matar quem fizeram viver. De amachucar o mesmo papel no qual escreveram o que era importante. De simplesmente arrancar, como se de um penso se tratasse, tudo o que ambos implantaram, quando planeavam uma construção que se revelou demasiado frágil.

Não te dou permissão para me continuares a arrastar, impedindo-me até de sentir o que me fazia girar o mundo, sendo a pessoa que sempre conheci, a mulher que admirava, com um sorriso no qual cabiam tantos, mas que agora se recusa a abrir. Não te dou permissão para me manteres assim, agarrada a ti, amando o que já não existe e querendo quem nunca chegará. Não te dou permissão para ficares, sequer, no meu pensamento, e para que me preocupe com o que sentes e tens agora. Vou apenas limpar o que permiti que sujasses, e limpar-me do corpo que manteve o meu prisioneiro num amor do qual nunca me atrevi a duvidar, mas que afinal não existiu.

Não tinhas o direito de me deixar no chão!


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