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O namoro!

This is where I want to be. In the ocean, at dusk, alone with the one I love, kissing<3:
Feelme/O namoro!


O namoro. Aquele ponto e lugar onde todos aterramos um dia. Ele vem, habitualmente, de modo descontraído, com as borboletas não apenas no estômago, mas a passearem-se por cada parte de um corpo que deseja ser sentido e tocado. Namorar, nos dias hoje, não se parece, nem remotamente, com o que conhecíamos, "nós", num passado que parece cada dia bem longínquo. O namoro é o momento em que se usufrui, sem pensar, nem esperar demasiado, mas à espera de tudo. O namoro antecede o que se quer permanente e deve ser usado para limar arestas, para saber do outro, do que o completa e move. O namoro é recheado de momentos tolos, de palavras que se atropelam e das quais não parecemos cansar-nos. É aqui que chegam as promessas, de não magoado e de não querer, em nenhum momento, que nos magoem. Passa pela nossa entrega desmedida, pelo sorriso que não nos sai dos lábios e por todos os beijos com que nos lambuzamos.

Quantas vezes namorámos, verdadeiramente, deixando-nos apenas levar? Teremos que o fazer até que pare de fazer sentido, tal como não faz sentido amar, fazer amor, desejar e fazer planos. Pois, parece que afinal não é possível.

Tudo o que se torna demasiado sério, calculado e desprovido de espontaneidade, arruína com qualquer pedaço de namoro genuíno. Abaixo os namoros com instruções. Abaixo os que nunca conseguem sentir sem questionar. Abaixo os que já nem se lembram de como se namora, ao luar, de mãos dadas, sem palavras, em silêncios cúmplices, procurando lugares que lhes pertençam por inteiro e que mais ninguém ocupa. Abaixo os que desistem, depressa demais.

O namoro é o que já quase não conseguimos incluir, porque deixámos de o levar a sério, demos-lhe uma classificação que o classifica erradamente. O namoro é quase a fonte da eterna juventude, porque com ele tornamo-nos crentes, outra vez.

Namore-se, não importa a que velocidade. Namorem-se. Usem e abusem do que nunca poderá voltar se não o deixarem apoderar-se, mesmo, de vocês. Deixem-se enamorar com o prazer do namoro e sintam mais vezes, sentindo-se, porque pensar pode sempre ser feito com tudo o resto!

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

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Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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