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Por vezes não há como esperar mais...

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Feelme/Por vezes não há como esperar mais...
respeito, o amor, e a amizade por alguém, permite-nos esperar que estejam prontos, mas obviamente que até as esperas têm prazo, e não se podem prolongar apenas para um dos lados!

Duas pessoas, são mesmo duas, certo? Não é uma a sobrepor-se à outra, e não é, certamente, uma a querer que a outra se anule, se subjugue, e desista de viver por si, para viver para o outro. Seja homem ou mulher, ninguém merece estar, sempre, em segundo plano. Precisamos, ambos de ter uma palavra, de chegar a acordos, regateando e cedendo sempre que possível.

Tu até sabes que esperei, pacientemente, por ti, para que me visses, para que te decidisses, achando eu que te dava todas as certezas que alguém poderá precisar, nunca te asfixiando ou acelerando o passo, por si só já tão lento, mas chegando a julgar que acabaria a morrer na praia, e não é que morri mesmo?

Mágoas, raivas, ódiosNão, nada disso, eu não me alimento do negativo. Eu não sobrevivo da morte, e não tenho qualquer costela de abutre. Gosto do que é simples e claro, sou uma fazedora, uma conciliadora, e de cada vez que pressinto já não serem possíveis as cedências, saio de cena.
Arrependimentos? Nenhuns, tive tudo o que conseguiste dar, quando o conseguiste fazer e usufruí de tudo.
DoresMuitas, daquelas que me arrepiam por dentro, que quase me obrigam a vergar, mas eu resisto, estóica, porque não fiz nada de errado, nem fui responsável pelo que não aconteceu. Dói-me a tua falta de amor, a tua frieza quanto ao que eu poderia sentir. Dói-me que nunca me tivesses visto no teu futuro, por mais distante que pudesse ser. Doeu-me cada palavra, dita com tal alheamento, que parecias estar a falar de outra pessoa.

Eu até que poderia esperar, se esperar valesse de alguma coisa e nos levasse a algum lado, mas o que querias não existe, não subsiste, nem resiste às tempestades. O que querias era apenas o que já tiveste, nadaO que querias era o que já tinhas vivido, e não foste capaz sequer de sonhar. O que querias era manter-te racional, o tempo todo, mas apenas porque não dominas o emocional, não te sabes entregar, nem entendes como pode alguém querer outra, mesmo, com entrega, e sem ferir. O que querias não poderia ser eu a dar...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

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