Avançar para o conteúdo principal

De que cor é o fogo?

Hestia; Greek Goddess of the Harth and home, virgin goddess:
Feelme/De que cor é o fogo? Tema: Relações!
Imagem retirada da internet



De que cor é o fogo? Aquele no qual nos deixamos arder, sempre que esbarramos na paixão incontrolável, ou num amor inesperado?

Como é que nos sentimos, quando o calor chega e se instala, aquecendo até as partes de nós que esquecêramos há muito?
Como se retribui o calor que nos inflama e de que forma o mantemos?

Andamos por aqui, olhamospedimos, sonhamoscorremos, atrás ou ao lado, mas na maioria das vezes sem qualquer sucesso e sem sentir o único fogo que nos poderia afastar de qualquer mal.
Andamos, esperamos, e quase sempre desesperamos, porque queremos o que não existe, procuramos a metade que não nos pertence, e recusamos seguir em frente.

Quem é que nos magoa mesmo, fundo e por tempo indeterminado? NÓS, sempre NÓS e culpamos o que estiver mais próximo e vulnerável. É de nós que sai a escolha, certa ou errada, e é para nós que volta tudo o que arriscámos, mesmo sabendo que perderíamos.

Gosto do fogo que me alimenta, porque preciso dele para me recordar que estou viva, e que tenho sentimentos e emoções que devem ser partilhadas.
Gosto de saber que alguém, para além de mim, se importa com o que sou e faço, e que espera para me retribuir cada gesto.
Gosto de conseguir acreditar que posso criar algo, do início, mantendo-me para me acrescentar.
Gosto da ideia de seres "TU" o responsável pelo fogo que me consome agora, mas de uma maneira boa, certa, e a fazer sentido.

A cor do meu fogo é sempre intensa, está viva, e brilha para me recordar de que vale a pena sentir, mesmo que com riscos.
A cor do meu fogo mudou quando percebi que eras tu que o acordavas, mas que terei que ser eu a não permitir que se apague, porque depois de ti continuarei a ser eu!

Mensagens populares deste blogue

Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

Em quem pensas?

Pensas em ti ou em nós?

Pensar inclui querer, ao outro, o que queremos para nós, tudo o que nos deixar melhor e que nos souber aos sabores que nos passam os sentimentos verdadeiros. Pensar em quem se ama, terá que ser feito bem antes de pensarmos em nós mesmos. Não conseguir pensar, significa apenas que queremos fechar a porta que abrimos, porque mantê-la aberta será demasiado.

Pensas em ti, ou em nós, quando estás sozinha, a olhar para o nada que criaste quando afastaste quem amavas? Pensas em ti, MESMO, quando te impedes de sentir o que apenas o outro te pode passar? Pensas em ti quando desistes, quando te magoas nas tuas palavras e de cada vez que rasgas, mais um pouco, o que já começou débil e inseguro?

Quando e enquanto o sono não chega, avalias o que foi passando, a uma velocidade que excedeu a tua capacidade de adaptação. Ouves as palavras, sentes os toques, mas somas cada lágrima e foram realmente muitas.

Pensas em ti quando percebes quem és e entendes que és assim mesmo, mais f…

Decidi!

Decidi escrever sobre nós e vou tentar fazê-lo sendo o mais fiel e genuína possível!

Não sei o que tens, ou talvez até o saiba, porque o que conseguimos foi sempre crescendo e melhorando. Não acontecemos logo no princípio, mas chegámos a uma velocidade estonteante, como nunca tinha sequer ouvido falar. Já não somos exactamente crianças e é por esse motivo que sempre acreditei que sabíamos o que queríamos e precisávamos um do outro. Pensava, mas pelos vistos de forma errada, porque nesta equação eu não sou a única parte importante.

Nunca me cruzou a ideia de que não tivesses aparecido no momento certo, porque encontrámos forma, eu e tu, de estabelecermos prioridades e de nos cuidarmos emocionalmente. Nunca, em momento algum, tive vontade de recuar e de me arrepender de ter embarcado na viagem mais louca da minha existência. Nunca senti que te deveria culpar por me teres procurado, porque me soube bem deixar de te fantasiar, tendo-te mesmo.

Dizias-me que sabias quem eu era e porque te d…